Regional and international ACT and RFT groups are popping up everywhere. As of June 2008 Robyn Walser has agreed to serve as International Affiliates for ACBS and to work to build relationships among the international ACT / RFT / CBS community. If you have questions please contact her at robyn dot walser at sbcglobal dot net (the dot is a real dot and the "at" is @ ... this is to keep her address away from the internet spyders)
There are email list serves in many languages and for some regions. For those, consult the list of ACT and RFT list serves. To be honest, these are so successful that the forums on this site are not the primary avenue for online discussion. This site is more for materials, notices, and resources.
Some of these ACT and RFT groups are inside other groups. For example, there is an ACT SIG in the British Association for Behavioral and Cognitive Psychotherapy (see below).
Do you have a group that is not listed? Please add it as a child page below and be known!
If you're looking for a Special Interest Group a few are available under the ACT section, as well as
ACT Peer Consultation Groups
A literatura referente à Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) existe essencialmente em inglês o que pode ser um obstaculo para muitos leitores lusófonos. A ideia de criar a página em português permitirá, espero, tornar acessivel às pessoas interessadas esta abordagem terapeutica que muito enriquece a minha prática clínica.
Decidi não traduzir sistemáticamente as páginas em inglês do sítio ACBS, mas sim resumir o que eu comprendi das leituras, do material disponivel nas páginas noutras línguas e nos fóruns de discussão ACT.
Este texto não é uma produção pessoal mas sim uma tentativa de restituir o que recebi da parte dos membros da comunidade ACT que partilham o saber com uma grande generosidade. Claro que me incumbe a responsabilidade dos erros eventuais e desde já agradeço que me os comuniquem.
Ao se tornarem membros da ACBS, vocês têm a possibilidade de submeter directamente as vossas perguntas a cada uma das páginas e alimentar assim uma discussão que enriquecerá progressivamente este material. Os membros têm também a possibilidade de fazer o download gratuito de um vasto material teórico e prático. Para todas as perguntas podem-me enviar uma mensagem. Nesse caso peço que incluam o vosso contacto porque o sistema não o vai incluir automaticamente.
Como é muito fastidioso mencionar a cada passo as fontes a que tive recurso para elaborar este resumo, só o faço quando traduzo literalmente uma dada passagem.
O meu objectivo é de completar e melhorar este material, e agradeço desde já a todos aqueles que me ajudarão a fazê-lo com as suas reacções e participação.
1. O que é a ACT?
A Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT em inglês) é uma terapia cognitiva e comportamental que pertence à chamada terceira geração das teorias do comportamento. Ela tem como meta principal reduzir a esquiva experiencial que é vista como uma das maiores fontes do sofrimento humano. A ACT promove a aceitação de estados do organismo, de pensamentos e emoções considerados como indesejáveis como realmente são, e não como parecem ser. Quando a pessoa se liberta da luta contra os seus próprios pensamentos, avaliações e sentimentos, ela pode começar a agir de maneira productiva sobre o seu meio ambiente.
A ACT apoia-se na Teoria do Marco Relacional (RFT em inglês), ou seja na teoria funcional da linguagem elaborada na sequência dos trabalhos de S.F. Skinner para desenvolver uma abordagem ciêntífica do comportamento humano. Como todas as terapias comportamentais, a ACT é uma intervenção baseada na investigação básica e aplicada na clínica.
A ACT afirma que a base dos problemas psicológicos encontra-se na linguagem. As nossas competências verbais restringem a nossa capacidade de viver no momento presente e fazem-nos evitar tanto situações exteriores consideradas perigosas como os estados internos desagradáveis. Esse evitamento da experiência tem um papel importante no desenvolvimento e na permanência das perturbações da ansiedade, das perturbações depressivas e das perturbações da personalidade.
O terapeuta utilisa metáforas, paradoxos e exercícios experienciais para que os clientes aprendam a vivenciar os pensamentos, recordações e sensações, quer préviamente temidos quer quaisquer outros que surjam durante as sessões. Desta maneira as pessoas aprendem a contextualizar esses acontecimentos privados, clarificam o que é realmente importante para as suas vidas, o que no fundo tem mais valor para elas, e tomam o compromisso de fazer as mudanças necessárias para agir. O trabalho sobre os valores constitui de facto um dos aspectos importantes da terapia.
A intervenção terapeutica não tem como objectivo mudar o conteúdo dos acontecimentos privados mas sim mudar o contexto, nomeadamente o contexto de literalidade. Para Hayes, Pankey & Gregg (2002) as perturbações são decorrentes da socialisação en função de quatro contextos socio-verbais patogénicos, que resumem a variedade de armadilhas contidas na forma como usamos a linguagem ou como pensamos:
• O contexto de literalidade refere-se à tendência que têm certas ideias e pensamentos em tornarem-se uma fonte de regulação emocional e comportamental. Os conceitos também podem determinar as nossas reacções quando os consideramos como se fossem factos, esquecendo que eles são produtos verbais. Se o controle verbal for excessivo, as pessoas começam a viver em função de crenças, de vieses ou de conceitos.
• O contexto de avaliação refere-se à tendência automatica em categorizar acontecimentos em termos de bom ou de mau. Quando estas avaliações não se baseiam em vivências directas e contextualisadas, elas podem influenciar as nossas reacções de maneira rigida ou injusta: sobretudo quando elas são baseadas em regras sociais.
• O contexto de controle diz respeito à tendência que temos em eliminar os sentimentos, pensamentos e sensações avaliados como negativos. Tentamos rejeitar aspectos da experiência, em vez de enfrentar as condições no contexto da vida que estão na sua origem.
• O contexto de dar razões é relativo à nossa tentativa de encontrar razões lógicas para os nossos problemas, de maneira a que estes se tornem socialmente aceitáveis ou pelo menos comprensíveis pelo meio. A aceitação cultural desta estratégia leva a uma maior compaixão, uma maior tolerância,para com as pessoas que exprimem bem o seu sofrimento, mas impede que estas se confrontem com o que poderiam mudar para resolver os problemas.
A ACT distingue três niveis da vivência de si:
• O “Eu conceitual” que designa o que pensamos e percebemos sobre nós próprios, o eu conceptualizado que nós construimos constantemente afim de dar um sentido à nossa vida. A pessoa, ao identificar-se demasiadamente com o seu eu conceitual, adopta atitudes de defesa e torna-se rígida, numa tentativa de manter a coerência da história pessoal que constroi. Este processo orienta a interpretação das experiencias e faz com que as escolhas pessoais estejam ao serviço do auto-conceito. A ACT (Vuille, 2007) pretende pôr em causa esta construção, desmontando o processo, não recorrendo ao ataque mas sim enfraquecendo o poder dos processos verbais e do contexto de literalidade, que contribuem para a tomada de decisão.
• O “Eu Vivencial” é a faculdade de estabelecer uma relação de equivalência entre um conjunto de sensações corporais, de predisposiçôes comportamentais ou de pensamentos, e o nome de uma emoção. Par estabelecer ou consolidar esta capacidade, o que as outras orientações psicoterapeuticas chamam de capacidade de estar “proximo das emoções” ou ter “acesso às emoções”, é preciso que as respostas do meio precoce tenham sido correctas e apropriadas ao que a criança sente. A criança não se terá desenvolvido suficientemente no caso de traumatismos ou de carências precoces e particularmente nos casos de abuso onde a resposta do meio foi a mentira (“tu gostas disto”). As pessoas que não sabem utilizar categorias emocionais de maneira adequada têm muita dificuldade em fazer escolhas que lhes sejam uteis. A ACT esforça-se em estabelecer um clima terapeutico que favoreça o desenvolvimento dessa capacidade, promovendo assim a abertura para a experiência e a capacidade de crescimento.
• O “eu observador” (Vandenberg & de Sousa, 2006) corresponde à perspectiva transcendente, em que a pessoa tem consciência que não é nem os conceitos que tem sobre si, nem os conteúdos que vivencia, que todos estes são eventos com os quais lida, mas que são distindos dela mesma. O contacto com este nível de ser permite que a pessoa se reconhaça como expectadora dos seus problemas e conflito e, assim, consegue comprendê-los melhor porque não se confunde com eles. Esta tomada de distância em relação aos pensamentos e sentimentos aumenta a tolerãncia aos mesmos, bem como permite ver suas implicações mais amplas com clareza. Os exercícios com metáforas permitem trabalhar na terapia estes contactos com a subjectividade humana.
Conteúdos de fontes diversas podem consultar-se em:
http://www.contextualpsychology.org/act
http://www.contextualpsychology.org/publications
Tradução e adaptação do artigo de Luoma, J., & LeJeune, J. (2006). Suffering, a Dog, and Woody Allen : An Introduction to Acceptance and Commitment Therapy. Oregon Psychological Association Newsletter, May/June.
O Hexa-quê ?
O modelo do hexagono, chamado na brincadeira “hexaflex”, ilustra os seis processos utilizados pela ACT para atingir o objectivo de uma maior flexibilidade psicológica.
A aceitação é um processo pelo qual a ACT atinge o objectivo de aumentar a flexibilidade psicológica, o processo de entrar em contacto com o momento presente plenamente, como um ser humano consciente.
A desfusão cognitiva consiste em ajudar a pessoa a afastar-se dos seus pensamentos e ser capaz de responder aos pensamentos baseando-se na sua utilidade e não como se fossem rigorosas “verdades”. O Self como contexto promove um contacto no cliente com um sentido do self como contexto, como se fosse uma arena ou um lugar onde sucedem acontecimentos em vez de se focalizarem em auto-avaliações desesperantes produzidas pela mente. O contacto com o momento presente refere-se ao contacto continuado, sem julgamento, que o cliente tem com os acontecimentos psicológicos e ambientais que ocorrem, de maneira a ajudar a pessoa a evoluir no mundo de maneira mais directa e flexivel.
A ACT utiliza uma grande variedade de exercícios que ajudam a pessoa a identificar os seus valores e a fazer escolhas de vida em diferentes áreas (família, carreira profissional, espiritualidade), enquanto que subvertem os processos verbais que podem levar a pessoa a fazer escolhas em função do evitamento ou da conformidade social.
Para finalizar, a ACT encoraja a acção comprometida à medida que ajuda o cliente a desenvolver objectivos concretos que são consistentes com os valores pessoais e ajudando a pessoa a trabalhar para atingir esses mesmos objectivos.
O terapeuta utiliza os seis componentes quando perguntamos a nós próprios e ao cliente: “Dada a distinção entre você e o material contra o qual luta actualmente e que está a tentar mudar (“Self como contexto”), será que quer ter esse material, totalmente, e sem defesas (“Aceitação”), como ele é, e não como diz que é (“Desfusão”), e fará o que o tem que fazer para ir na direcção (“Acção comprometida”) dos seus valores escolhidos (“Valores”), neste lugar e neste momento (“Contacto com o presente”)?
Se a resposta a esta pergunta for “Sim”, então estamos a construir a flexibilidade psicologica.
Diferença entre ACT e a CBT tradicional
A ACT é uma das terapias cognitivas e comportamentais chamadas de “terceira geração”, que inclui a Terapia Comportamental Dialética (DBT; Linehan), a Terapia Cognitiva Baseada na Plena Consciência (MBCT; Segal, Williams & Teasdale) e a Terapia Comportamental Integrativa de Casal (Jacobson, et al.).
A diferença essencial entre estas abordagens e a TCC (Beck e Ellis) é que em vez de tentar mudar de maneira directa os pensamentos, as emoções, os sentimentos, as memórias, estas terapias tentam mudar a função desses acontecimentos e a relação que o individuo tem com eles (Teadale). Por exemplo o terapeuta ACT não vai tentar identificar ou mudar pensamentos “irracionais”. Ele antes vai utilisar o processo da desfusão cognitiva para ajudar o cliente a distanciar-se da luta contra a linguagem, para constatar que não somente é impossivel de ganhar a luta contra a linguagem, mas que também é desnecessário de o fazer para poder viver uma vida vital, uma vida com valor.
Contráriamente a muitas terapias cognitivas e comportamentais tradicionais, a ACT é uma terapia dominantemente experiencial. Ela utiliza metaforas, histórias e exercícios para se distanciar da lingagem literal. Neste sentido, a ACT tem similaridades com a Terapia Gestalt, nomeadamente com o seu enfase nos exercícios experineciais durante a sessão.
Certas pessoas afirmam que a ACT é essencialmente Budismo vestido de roupa científica. Certamente que a ACT foi buscar a muitas tradições, incluindo o budismo. No entanto a ACT é um esforço científico e não uma fé, e a ACT é, e tem que ser, baseada numa teoria científica coesiva sujeita a todos os rigores da investigação empírica. Mesmo se a ACT partilha certos aspectos com algumas formas de Budismo, como é o caso da aceitação e da plena consciencia, também tem componentes unicos que não encontramos no ensino Budista, que tenhamos conhecimento. No total a ACT deve muito mais teóricamente às teorias e às intervenções de B.F. Skinner que ao Buddha.
O evitamento da experiência é a raíz da psicopatologia
Muitas formas da psicopatologia podem ser conceptualisadas como esforços perniciosos para escapar, evitar, controlar ou suprimir emoções, pensamentos ou memórias e outras experiencias intímas. As pessoas vão adoptar uma gama de comportamentos de maneira a evitar ter contactos psicológicos com acontecimentos privados avaliados negativamente. Infelizmente os esforços para suprimir ou eliminar pensamentos negativos ou emoções muitas vezes resultam num aumento da frequencia e da intensidade das mesmas, e na adopção de comportamentos que regulam o poder dessas experiencias.
Premissas básicas da ACT aplicadas à dor cronica segundo Joanne Dahl , Tobias Lundgren em
Living Beyond Your Pain: Using Acceptance & Commitment Therapy to Ease Chronic Pain. Newharbinger, 2006
A dor é algo de normal. E um sinal vital que todos temos. Nos não podemos de maneira deliberada eliminar totalmente a nossa dor, só a podemos eliminar temporarimente.
Quando tentamos eliminar totalmente a dor acabamos por causar a nós próprios mais sofrimento a longo prazo.
Na ACT, o sofrimento é mais que a propria dor. Ele é visto também como a luta contra emoções dificeis, pensamentos, memórias desagradáveis, sensações não desejadas. Como se a dor não bastasse, a pessoa pensa nela, procupa-se acerca da dor, sente ter dor, anticipa a dor futura e aterroriza-se ao pensar numa vida com dor.
A dor e o sofrimento são dois estados diferentes do ser. Nós não temos que nos identificar com o sofrimento e se nós o fazemos estamos a causar-nos ainda mais sofrimento. Aceitar a nossa dor é um passo para escapar do nosso sofrimento. “Como uma espécie de vitória atravez da rendição”. A ACT pode ajudar-nos a viver uma vida a que damos valor, a começar de seguida, mesmo quando ainda estamos a experimentar a dor.
Na maior parte das terapias da dor nós só obtemos resultados parciais. Este facto leva a que as pessoas vivam com dores apesar dos diferentes tratamentos, médicos ou outros, e a ter sentimentos de depressão e de desespero – o que torna mais dificil lidar com a situação.
As pessoas que têm dores precisam de saber, em primeiro lugar, que elas não estão sós e que não são as únicas que se sentem frustradas com o tratamento da gestão da dor.
Os estudos mostram que os métodos utilizados para a gestão da dor não funcionam com todas as pessoas e que por vezes até podem provocar mais problemas. Isto significa que o sentimento de desespero aprendido que as pessoas sentem é legitimo e claramente baseado na realidade.
O facto da nossa sociedade promover o desejo de uma vida sem dor - já sem falar da possibilidade de isso poder vir a acontecer - é uma das razões pelas quais nós temos este sentimento de desepero aprendido. Se tudo o que nos rodeia nos transmite uma mensagem que nós não deveríamos sentir dor, se ao longo do dia somos influenciados pela publicidade que nos propõe pípulas milagrosas para termos uma vida sem dor e que ainda sentimos dor, então se sentir desesperado é perfeitamente normal.
Deveríamos estar atentos às mensagems que podemos retirar do facto de termos tentamos já tantas vezes eliminar a dor sem resultado. A primeira é que as tentativas para acabar com a dor podem ser tão desesperantes como a propria experiência de ter dor. Seria útil então estar atentos ao seguinte: são as tentativas para se livrar da dor que são desesperantes, não o individuo com dor ou a própria experiência da dor.
A segunda mensagem é que a energia que nós gastamos quando estamos a tentar acabar com a dor, não é gasta ao serviço de coisas mais importantes na nossa vida. Lutamos numa batalha desesperada em vez de nos empenharmos em algo que amamos, o que posse ser deveras deprimente.
Isto léva-nos à terceira mensagem, a mais importante, que o desespero nos envia. Não é por nada que nós tentamos nos livrar da dor. Nós tentamos libertar-nos da dor porque desejamos viver o que tinhamos projetado para nós. Nós queremos que a dor vá embora para podermos continuar a nossa vida. Nós não nos sentiríamos deprimidos ou desesperados se não quizessemos a nossa vida de volta. Os sentimentos de desespero podem ser o sinal de alerta e ajudar-se a escolher que é importante exigir a nossa vida de volta.
Por estas razões, nós deveríamos tentar evitar ou aliviar o desespero aprendido. Nós devemos deixar que ele nos ajude à sua maneira. Levar sériamente em conta esse sentimento é o primeiro passo para nos pôr de novo em condições para avançar. A pergunta é: será que sofri suficientemente? Se a resposta for sim, então é provavelmente o momento de abandonar essa luta e começar a viver.
Por outro lado, os estudos mostram que quanto mais nos tentamos livrar da dor mais ela se amplifica e se ramifica e mais vamos pôr de lado o que mais estimamos na vida. Perder a vida que nós queremos viver pode levar à depressão. Se acreditarmos no mito cultural de que “uma boa vida é uma vida sem dor” estamos a entrar num combate que não podemos ganhar.
Como a dor fisica e a dor psicológica parecem alimentar-se uma à outra, o que parece originar ainda mais dor, como reconciliar então estes dois aspectos?
Na perspectiva da terapia aceitação e compromisso, a dor física e a dor psicológica ( algo que pode ir duma ferida dos tecidos a um coração destroçado) são consequências inevitáveis de estar em vida. A unica maneira de podermos evitar a dor é não estarmos vivos. Nenhum de nós quer ter uma doença ou ser abandonado por alguém que nós amamos, mas estes são os riscos que corremos na nossa vida. Não podemos ter um sem o outro. Se queremos ter a possibilidade de amar e sermos amados temos que correr o risco da rejeição. Se queremos ter uma boa forma física pela pratica de um desporto, temos que fazer certos exercícios e arriscar a ter um ferimento um dia.
A ACT não nos vai ajudar a evitar a dor. O que ela nos propõe é uma mudança na nossa maneira de gerir as nossas experiências pessoais. As dores físicas e mentais não podem ser resolvidas como o faríamos com uma máquina avariada, ou concertadas como o nosso carro. O facto de tentar eliminar totalmente estas dores leva a mais sofrimento da nossa parte e daqueles que nos rodeiam. Tentar consertar o que não pode ser concertado é a raíz do problema, para além do facto dessa tentativa ter custos pessoais e sociais muito elevados.
A aceitação do “que é” é o primeiro passo para sofrer menos e para dar valor ao que é importante na nossa vida.
A ACT permite que nos afastemos do mito cultural acima indicado, ajudando-nos a nos focalizar de novo na vivência da vida e nas coisas que mais estimamos, enquanto que aceitamos que a dor é um facto.
Essencialmente trata-se de aprender a viver de maneira enriquecedora com a dor.
Constatamos que o sentimento de desespero está omnipresente, não só nos clientes mas também nas pessoas que lidam com eles: médicos, psicólogos, conselheiros vocacionais, e até mesmo as companhias de seguros. Quando se trata de dor crónica, a medicina ocidental não funciona tão bem e parece que ninguém sabe muito bem o que fazer com essa constatação.
A ACT aborda a gestão da dor de uma maneira completamente diferente, sugerindo que nós aceitemos a dor que não pode ser eliminada. Em vez disso, nós ajudamos a pessoa que sofre a utilizar os seus recursos para se reposicionar na corrente principal da sua vida.
Temos que lembrar que o sofrimento é mais causado pela nossa luta contra a situação de dor que pela propria dor. Quando a dor é inevitável ela é suportável; e quando nós a tentamos evitar ela torna-se insuportável. A ACT aborda a dor como algo que está para além do nosso controle, mas identifica o sofrimento como algo que nós podemos controlar. De notar que os profissionais sofrem do mesmo desespero que os seus clientes quando tentam resolver problemas sem solução.
A ajuda da ACT, no que concerne a dor crónica, necessita um compromisso de prática. Como as competências comportamentais trabalhadas na terapia são muitas vezes contra intuitivas para a algumas pessoas, só a sua prática regular permite que elas façam parte integrante da nossa vida. A melhor maneira de limitar os efeitos dos obstáculos que vamos encontrar no nosso quotidiano é a anticipação e a procura : “procurar o Sr. Desconforto” é uma maneira efectiva de fortalecer as nossas capacidades. À medida que continuamos a recuperar a nossa vida, estamos atentos àqueles pensamentos e sentimentos que surgem de repente, que nos alertam para o perigo e que tentam pôr-nos fora da corrida. Olhemos para eles com compaixão e com curiosidade. Eles fazem parte de nós e trazem à nossa lembrança acontecimentos passados que caíram no esquecimento. Aceitemos que somos criaturas de hábitos e que por vezes vamos voltar a comportar-nos como antigamente. Esta aceitação e observação do sucedido (voltar ao hábito) é também uma aprendizagem que nos permite perceverar e recuperar os nossos objectivos. Afinal temos que escolher a nossa vida centenas de vezes por dia.
L'essentiel de la littérature ACT n'est disponible qu'en anglais et cela représente un obstacle important pour beaucoup de lecteurs francophones. D'où l'idée d'un résumé en français que nous aimerions voir progressivement s'étoffer et se compléter. Ce sont les questions, les commentaires, les critiques et les ajouts que vous y apporterez qui le feront vivre.
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Il est difficile de pratiquer la thérapie d'acceptation et d'engagement sans avoir suivi un atelier pratique dans lequel les participants peuvent faire eux-mêmes de manière directe des expériences susceptibles de les familiariser avec les principaux concepts sur lesquels la thérapie repose. Kelly Wilson utilise la comparaison de l'apprentissage des couleurs : Pour apprendre à les discriminer, il faut avoir vu des objets colorés, expérience qu'aucune description verbale ne pourra remplacer.
L'intérêt croissant pour l'ACT dans le monde francophone rendait nécessaire la mise sur pied d'une telle manifestation. Nous avons estimé que les lourdeurs de la traduction feraient obstacle à la vitalité et à la spontanéité que nous en attendons et nous avons donc choisi d'organiser un atelier qui se déroulera entièrement en langue française. Nous espérons qu'il constituera un moment important dans le développement d'une communauté ACT francophone.
Nous vous proposons une manifestation en deux volets avec d’abord, du 16 au 18 mai 2008, un atelier expérientiel, suivi le 19 mai d’une journée de formation associant des exposés théoriques et des présentations vidéo de cas cliniques illustrant divers aspects du déroulement de la thérapie.
La manifestation se déroulera dans la région de Neuchâtel, en Suisse, à quatre heures de Paris (liaison TGV directe) et à une heure et quart de l’aéroport de Genève en train, à trois heures de Lyon par la route.
L’atelier expérientiel commencera le vendredi à 16 heures et se terminera le dimanche à 17 heures. La journée de formation du lundi commencera à 9 heures et se terminera à 17 heures. Vous trouverez des renseignements plus précis sur les pages décrivant chacune des manifestations. Pour toute information complémentaire, nous restons à votre disposition par courriel. Veillez le cas échéant à inclure votre adresse e-mail dans votre message, car le système ne va pas automatiquement nous la transmettre comme le fait la messagerie ordinaire.
Philippe Vuille
Sandra Georgescu
L'ACT (thérapie d'ACceptation et d'engagemenT, à prononcer comme le mot «acte») est une psychothérapie cognitivo-comportementale appartenant à ce qui a été décrit comme la troisième vague des thérapies du comportement. Elle repose sur une théorie fonctionnelle du langage (la théorie des cadres relationnels) élaborée en continuité avec les efforts de B.F. Skinner pour développer une approche scientifique du comportement humain. Comme toutes les thérapies comportementales, l'ACT attache beaucoup d'importance à l'étayage empirique des principes qui la fondent et à la documentation de son efficacité par l'expérimentation clinique.
Plutôt qu'une nouvelle psychothérapie, l'ACT peut être comprise comme une nouvelle façon de concevoir la psychothérapie. De la même manière que la physique quantique n'invalide pas la mécanique newtonienne qu'elle ramène simplement au statut d'un cas particulier, l'ACT ne s'inscrit pas «contre» la thérapie cognitive, la psychanalyse ou les thérapies existentielles; elle leur emprunte d'ailleurs bon nombre de techniques qu'elle intègre toutefois dans un cadre conceptuel original s'appuyant sur une philosophie contextualiste fonctionnelle.
Toute psychothérapie vise à un changement. La théorie des cadres relationnels explique comment les modalités de fonctionnement du type particulier d'intelligence que ses capacités langagières confèrent à l'être humain impliquent inévitablement un niveau élevé de souffrance dans un large éventail de situations. L'ACT cherche à favoriser l'acceptation des événements privés (pensées, images, sensations) désagréables dans les situations où leur évitement conduit au renoncement à des actions correspondant aux valeurs choisies par le sujet ou à la persistance dans des actions contraires à ses valeurs. Le but poursuivi par l'ACT est donc une flexibilité comportementale accrue.
L'intelligence verbale, ressource adaptative principale de l'humanité dans la lutte pour la survie fonde aussi la possibilité pour l'être humain d'orienter son comportement en fonction de valeurs offrant des perspectives allant au-delà d'expériences de satisfaction à court terme. Le travail sur les valeurs constitue un des aspects importants de la thérapie. Prendre un engagement, c'est choisir maintenant une attitude future dont on sait qu'elle pourra entraîner un inconfort à court terme mais contribuera à la direction qu'on souhaite donner à sa vie.
Paradoxalement, l'intelligence verbale fonctionne aussi comme un système restreignant considérablement les capacités de l'être humain de contacter le moment présent et elle lui ouvre la possibilité d'éviter non seulement des situations extérieures dangereuses mais aussi des états intérieurs désagréables. Cet évitement d'expérience joue un rôle important dans le développement et le maintien des problématiques définies par les nomenclatures psychiatriques comme des troubles anxieux, des troubles dépressifs ou des troubles de la personnalité.
Le langage demeure le principal moyen de communication entre thérapeute et patient. Le recours à la métaphore et au paradoxe ainsi qu'à des exercices visant à donner l'occasion de faire des expériences plutôt que d'acquérir des connaissances verbales sont largement utilisés par le thérapeute pour développer (chez lui-même comme chez les patients qui le consultent) la capacité d'appréhender en pleine conscience toutes les facettes de l'expérience du moment présent afin d'augmenter la liberté de faire des choix qui ne soient pas restreints par des mécanismes d'évitement ou d'échappement.
Le traitement ne vise pas à changer le contenu des événements privés mais à en modifier le contexte, notamment le contexte de littéralité dans lequel les sons formant un mot ou une phrase acquièrent les fonctions perceptives des réalités qu'ils désignent. Quand ce mouvement réussit, il permet d'accepter plus facilement des événements privés désagréables. L'évitement n'est alors plus la seule issue et l'engagement dans des actions au service des valeurs choisies devient possible.
Pour en savoir plus sur l'ACT, explorez ce petit bréviaire en français. Nous espérons qu'au fur et à mesure que le nombre de francophones intéressés croîtra, les échanges sur notre forum de discussion francophone s'intensifieront et s'enrichiront. N'hésitez pas à vous y inscrire. Si vous maîtrisez l'anglais, vous aurez accès à des informations plus complètes sur l'ensemble du site ACBS.
Kelly Wilson PhD est un des trois initiateurs, avec Steve Hayes et Kirk Strohsal de la Thérapie d’Acceptation et d’Engagement (ACT) et un des animateurs d’ateliers de formation à l’ACT les plus populaires. Il est renommé tant pour l’intensité de l’aspect expérientiel de ses ateliers que pour la clarté et la rigueur de ces exposés et analyses scientifiques et cliniques. Docteur Wilson est professeur de Psychologie à l’université du Mississipi, Oxford.
Docteur Wilson Bonjour. Pouvez-vous nous dire ce que la thérapie d’Acceptation et d’Engagement (ACT) apporte de plus que la TCC classique ?
La TCC traditionnelle a fait des progrès incroyables dans les années 70 et 80 et a réellement révolutionné la psychothérapie. Pour beaucoup de gens souffrant d'anxiété, de dépression, d’autres troubles de psychoses même, la TCC a eu un impact considérable en termes de réduction de symptômes très difficiles. Ce dont elle s’est un peu moins préoccupée c'est d’une chose qui préoccupait les psychothérapeutes humanistes du début des années 60 comme Victor Frankl : la question du but et du sens de la vie. Bien sûr, en TCC on fixe des buts, mais peu de protocoles parlent de manière extensive des valeurs. Prenons par exemple les expositions qui sont très communes en TCC. L'exposition c'est très difficile émotionnellement à la fois pour le thérapeute et le client. A l'intérieur d'un modèle de l’ACT on utilise l’exposition de manière assez nouvelle et toujours dans le contexte des valeurs de vie plus larges du client. Dans un chapitre sur les valeurs que j'ai écrit il y a quelques années je cite le cas d’une femme qui souffrait d'agoraphobie et avec qui nous avons passé du temps à comprendre l’impact de l'agoraphobie sur sa vie - non pas seulement le fait qu'elle ne pouvait pas sortir - mais la manière dont ça l'empêchait d’être pleinement présente dans la vie de sa fille, par exemple d’assister aux concerts et aux cérémonies de remise de diplômes de sa fille. Et donc quand on faisait le travail d'exposition on s'arrêtait occasionnellement quand le travail était très difficile pour se reconnecter avec les choses vraiment importantes dans sa vie au service desquelles on faisait cette exposition. La recherche expérimentale de base sur le stress nous apprend que quand l’exposition à des stresseurs est faite dans un contexte de valeurs l’impact est très différent, au niveau physiologique même, que quand elle est faite dans un contexte d’habituation.
Au service de ce qui est important pour le client, plutôt que dans la perspective de faire baisser les symptômes ?
Oui mais on voit aussi des réductions de symptômes avec l’ACT ! Mais il est vrai que le but ça n'est pas de réduire les symptômes mais bien de faire avancer leur vie en direction de leurs valeurs. Cela dit, une personne souffrant de dépression et qui se met à agir en phase avec ses valeurs verra le plus souvent sa dépression se lever. Ça n’est pas le but, mais c’est très souvent un des résultats.
On décrit l’ACT comme une thérapie expérientielle…
Métaphoriquement c’est comme si je cherchais à vous apprendre à nager. Je pourrais vous décrire en détail ce que c’est que nager et comment on fait. Je pourrais même vous décrire le contact de l’eau sur la peau en fonction de la pression et de la vitesse. Vous apprendriez beaucoup de choses sur la natation. Mais si vous vouliez vraiment nager, on ne pourrait faire l'économie de vous mettre à l'eau. C'est seulement ainsi que vous pourriez vraiment ressentir ce que ça fait que nager et ce que cela fait de tourner la main dans l’eau de telle et telle manière. L’ACT porte une attention toute particulière à cela et on entraîne les clients a porter une attention toute particulière avec ce que cela fait de faire ces expériences.
Donc ça fait partie des traitements basé sur la mindfulness. Est-ce une thérapie de la pleine conscience ?
Oui tout à fait. Cependant l'ACT est différent de la thérapie basée sur la pleine conscience qui repose sur un entraînement formel à la méditation. Même si certains protocoles ACT plus récent contiennent un peu de cet entraînement, cela ne représente qu’un des multiples composants. Il y a un autre aspect de la mindfulness qui m'intéresse tout particulièrement : comment apporter cette attitude de présence attentive et ouverte de la mindfulness à l'interaction thérapeutique. Je suis en train de préparer un ouvrage sur cette question qui se va s'intituler « La mindfulness pour deux ». Que se passerait-il si l’on cultivait cette présence attentive et qu'on l’appliquait à l'échange qu'on a avec nos clients ? En quoi cela changerait la qualité de l'interaction qu'on a avec eux ? Donc il y a aussi ces éléments-là dans l’ACT.
À quoi peut-on s'attendre en participant à un atelier de deux jours avec vous ?
Le premier jour de l'atelier servira à orienter les participants vers le cœur d'un traitement ACT. En particulier je contrasterai l’ACT avec les modèles de TCC un peu plus traditionnels de manière à ce que vous puissiez voir comment se situe l’ACT en relation avec ces modèles. Ça sera la partie où je vous parlerai de la natation. On regardera aussi une vidéo car une chose est de parler d’un traitement, une autre de le voir en action. Et puis on se mettra à l'eau. J'ai un certain nombre d'exercices qui permettront aux gens de faire l’expérience de manière très directe des processus de changement qui nous le pensons sont très importants dans la thérapie d'Acceptation et d'Engagement. Le deuxième jour sera surtout composé d’exercices expérientiels. De manière à ce que les gens puissent voir directement si une telle approche peut leur apporter quelque chose et choisir ensuite s’ils souhaitent poursuivre.
Très intéressant. Et quelle est l’importance personnelle de ce travail pour vous ?
Pour moi c'est quelque chose qui vient du cœur. L'ACT est un modèle qui ne divise pas le monde entre ceux qui sont malades et ceux qui vont bien. Nous pensons que les processus qui font souffrir nos clients bien que différents en termes de magnitude, ne sont pas de nature différente. Ces mêmes processus nous font souffrir nous aussi. Mon intérêt personnel et mon engagement dans ce travail vient de me demander comment serait un monde où l’on pourrait se libérer de manière à pouvoir pleinement s’engager dans les actions qui sont vraiment importantes pour chacun d’entre nous. J’y pense en regardant mes clients, mes étudiants et aussi mes enfants. Et je pense que les technologies de l’ACT sont vraiment faites sur mesure pour pouvoir adresser ces questions absolument fondamentales à la fois pour nous-mêmes et pour ceux autour de nous et qui sont importants pour nous.
Docteur Wilson merci beaucoup. Nous aurons grand plaisir à vous accueillir à Aix-les-Bains du 10 au 12 Octobre 2008.
Merci à vous et à bientôt.
Cette section regroupe des textes décrivant les fondements théoriques sur lesquelles s'appuie la thérapie d'acceptation et d'engagement. Vous y trouverez une description du behaviorisme radical de B.F. Skinner et de la vision du monde et de la science proposée par le contextualisme fonctionnel ainsi qu'un résumé de la théorie des cadres relationnels et une discussion du concept de thérapie comportementale de la troisième vague.
Le behaviorisme et la personne de B.F. Skinner sont associés, en particulier dans le domaine francophone, à des images négatives. Le behaviorisme radical de Skinner est confondu avec le behaviorisme méthodologique ou behaviorisme «stimulus-réponse» de Watson. Comme l'expérimentation animale portant principalement sur des rats et sur des pigeons a joué un rôle fondamental dans les recherches de Skinner, on lui a reproché de vouloir réduire l'être humain à ce qu'il a en commun avec les animaux, reproche encore étayé par le fait qu'il a adopté une position déterministe mettant en question la notion de liberté. Dans l'avant-propos qu'il a rédigé à la traduction française de «Science et comportement humain», A. Dorna résume la manière dont Skinner est vu en France : Disons brièvement que l'oeuvre scientifique et "morale" de Skinner se trouve entourée d'une étrange inimitié au sein des milieux académiques et intellectuels en France. Certains jugements, transmis généralement de bouche à oreille, sont repris par des journalistes désinformés et également par des enseignants au point que des "bruits de couloir" sont présentés comme des "vérités" incontestables à force de les marteler sans discernement.
Il faudrait écrire un livre ou plusieurs pour réfuter ces critiques. D'autres s'en sont chargés. On lira avec profit l'ouvrage de Marc Richelle B.F. Skinner ou le péril behavioriste. J'en extrais le passage suivant :Pour le behavioriste (...) la psychologie, si elle veut être une science, doit se donner pour objet des phénomènes observables à l'aide des méthodes habituelles des sciences de la nature; elle doit rechercher objectivement les variables dont ces phénomènes sont fonction. Cette position a paru à beaucoup inadmissible, parce qu'elle réduirait le champ de la psychologie aux seuls actes moteurs accessibles à l'observateur et en exclurait ces innombrables événements intérieurs que tout être humain sait se dérouler en lui. En fait, c'est se méprendre sur le parti pris méthodologique du behaviorisme. Il ne nie nullement les phénomènes intérieurs. Mais, d'une part, il dénie au sujet l'aptitude à en fournir une analyse scientifique (il rejoint en cela les positions de Freud et de Janet); d'autre part, il dénie aux événements psychiques internes, ou, si l'on veut, aux événements mentaux, un statut foncièrement différent de celui des conduites aisément observables de l'extérieur. Le problème de la psychologie est de les rendre accessibles à l'analyse, de les traiter comme des comportements et non comme des sources abstraites et invérifiées de comportements. L'antimentalisme, qui constitue l'un des traits dominants du behaviorisme actuel, n'est pas négation des événements mentaux, mais refus de les invoquer comme explication.
La définition opérationnelle des concepts utilisés en psychologie est considérée par le behaviorisme skinnérien comme un critère de premier ordre pour la validité scientifique du discours.
Dans leur présentation de la psychothérapie analytique fonctionnelle (Functional Analytic Psychotherapy), une thérapie appartenant comme ACT à la troisième vague des thérapies comportementales, Kohlenberg et Tsai décrivent les tenants et aboutissants du behaviorisme radical : Le behaviorisme radical est une théorie riche et profonde qui tente de s'approcher des racines du comportement humain. Les lapsus, l'inconscient, la poésie, la spiritualité, la métaphore figurent parmi les sujets qui ont été discutés par les behavioristes radicaux. Les sentiments et les autres expériences privées sont pris en compte et "les stimulations prenant naissance à l'intérieur du corps jouent un rôle important dans le comportement." (Skinner, 1974) (...) Skinner rejette l'idée selon laquelle, quand nous connaissons quelque chose, l'expression de notre connaissance est constituée par une représentation de ce que l'objet de la connaissance est et que l'objet de notre connaissance a une identité plus ou moins permanente comme un élément réel de la nature. Nous "chosifions" volontiers des événements parce que nous avons l'habitude de discourir à propos d'un monde composé d'objets dont nous avons la sensation qu'ils possèdent une consistance et une stabilité inhérentes. En fait, le but de découvrir des vérités objectives que la science s'était fixé s'est avéré impossible à poursuivre. Au coeur de la science il y a soit le comportement des scientifiques, soit les artefacts produits par leur activité, et le comportement scientifique est vraisemblablement contrôlé par le même genre de variables qui gouvernent tous les autres aspects de la complexité du comportement humain. Le chercheur n'est donc rien de plus qu'un organisme en train de se comporter si bien que les intérêts et les activités de l'observateur scientifique ne peuvent jamais être complètement désintriqués des observations qu'il produit. Cette position anti-ontologique de Skinner se rapproche d'un point de vue constructiviste ou Kantien.
Si Skinner s'est intéressé au comportement des animaux, c'était pour pouvoir ultérieurement construire sur des bases conceptuelles solides étayées par des travaux expérimentaux reproductibles et vérifiables une psychologie qui rendrait compte du comportement humain. En 1938, il écrivait dans les dernières pages de «The Behavior of Organisms» : Le lecteur aura remarqué qu'il n'est pratiquement fait aucune allusion à une possible extension au comportement humain dans cet ouvrage. Cela ne signifie pas que l'intérêt pour le comportement du rat est présenté comme une fin en soi. L'importance qu'il y a à développer une science du comportement dépend en grande partie de la possibilité de l'étendre ultérieurement aux affaires humaines. (...) Il n'est pas possible pour le moment de dire si une telle extrapolation est ou non justifiée. Il est possible que le comportement humain présente des particularités qui requerront une approche différente. (...) Je puis dire que les seules différences que je m'attends à voir mises en évidences entre le comportement du rat et celui de l'être humain (hormis une immense différence en matière de complexité) résident dans le domaine du comportement verbal.
L'étude du comportement verbal a occupé Skinner pendant toute la seconde partie de sa carrière. L'ouvrage dans lequel il a présenté sa théorie du langage (Verbal Behavior, 1957) n'a pas permis le développement d'une ligne de recherches expérimentales fructueuses. La théorie des cadres relationnels représente une nouvelle manière de concevoir une théorie fonctionnelle du langage reposant sur les principes fondamentaux du behaviorisme.
Les expériences classiques de Pavlov sur la salivation des chiens ont abouti à la notion de conditionnement répondant. Si on présente de la nourriture à un chien, pour peu qu'il en ait été privé depuis suffisamment longtemps, ce stimulus va déclencher une réponse, en l'occurrence la production de salive. Cette relation entre un stimulus et une réponse n'a pas à être apprise ou conditionnée.
Si l'on fait régulièrement précéder la présentation de nourriture par le tintement d'une cloche, le son de la cloche acquerra bientôt la fonction qui est celle du stimulus nourriture dans le contexte en question : Le tintement de la cloche conduira donc aux mêmes conséquences que la présentation de nourriture.
Le phénomène du conditionnement répondant s'observe essentiellement dans les réactions autonomes médiatisées par le système nerveux neuro-végétatif. Les réponses ainsi conditionnées ne dépendent que très peu de leurs conséquences, contrairement à ce qu'on observe dans le conditionnement opérant, dont le paradigme demeure la situation expérimentale inventée par Skinner avec la fameuse «boîte» dans laquelle un rat reçoit un granule de nourriture à chaque fois qu'il appuie sur un levier. Une telle situation expérimentale simple permet de définir de manière précise et reproductible des termes sur lesquels on pourra édifier une construction théorique solidement fondée.
Ainsi, un opérant est une classe de réponses définie de manière fonctionnelle. Dans l'exemple de base que nous avons choisi, l'opérant est donc constitué par l'ensemble des réponses qui vont avoir pour conséquence la présentation de nourriture. Il faut remarquer qu'une telle définition est fonctionnelle et non topographique. Il importe peu que le rat utilise les pattes de devant pour appuyer sur le levier. S'il s'assied dessus ou qu'il l'actionne avec le museau, ces réponses seront également considérées comme faisant partie de l'opérant. Lorsque les réponses appartenant à une classe donnée augmentent en fréquence quand chacune d'entre elle est suivie par une certaine conséquence, on dit que cette réponse a été renforcée.
Une modification simple de notre expérience de base permet de définir un terme supplémentaire : Si l'abaissement du levier par le rat ne conduit à la présentation d'un granule de nourriture que lorsqu'une lumière verte est allumée, la lumière verte acquerra bientôt la fonction d'un stimulus discriminatif. Skinner (Science et comportement humain, 2005, p. 110) utilise le vocabulaire suivant : «Nous décrivons les contingences en disant qu'un stimulus (la lumière) est une occasion pour une réponse (...) d'être renforcée.»
Hineline et Wanchisen (Hineline, P.N, Wanchisen, B.A, Correlated Hypothesizing and the Distinction between Contingency-Shaped and Rule-Governed Behavior, in Hayes, 1989) soulignent les subtilités inhérentes à une approche apparemment simpliste : «Le comportement opérant est par principe un comportement interprété en relation avec ses conséquences, les événements le précédant ou l'accompagnant jouant un rôle favorisant, "occasionnant" ou modulateur. Les rapports entre le comportement opérant et les événements qui l'entourent impliquent un mode particulier de causalité interactive que Skinner (1981) a appelé la "sélection par les conséquences", le comportement et ses conséquences dans l'environnement constituant en l'occurrence des relations en boucle fermée. L'entité ainsi sélectionnée est mercurielle : Elle n'est jamais présente comme un tout; on peut certes y discerner une organisation mais c'est celle d'un motif en activité plutôt que celle d'une structure matérielle. Il y a dans ce concept central de l'analyse du comportement une subtilité et un aspect abstrait qui demeurent souvent ignorés. L'opérant (notion à laquelle il faudrait, pour être précis, toujours adjoindre le terme de classe) est une entité impalpable en raison de sa dispersion.»
Catania (Learning, 4th Ed.1998, p. 410) décrit comme suit la notion de stimulus : «Tout événement physique, toute combinaison d'événements ou relation entre événements.» Il signale encore que l'absence d'un événement peut constituer un stimulus et insiste lui aussi sur la notion de classe, que ce soient des classes définies par des propriétés physiques comme l'ensemble des lumières s'inscrivant dans un certain registre de longueurs d'onde et d'intensités ou des classes définies par certaines fonctions comportementales (par exemple une classe de stimuli discriminatifs efficaces dans un contexte donné.)
Lectures recommandées : Science et comportement humain est un des rares ouvrages de Skinner actuellement disponibles en traduction française. La lecture en est parfois difficile mais toujours intéressante.
La quatrième édition du passionnant (et parfois ardu...) Learning de Catania n'est malheureusement disponible qu'en anglais.
Le behaviorisme radical attache de l'importance à une définition opérationnelle des concepts qu'il utilise.
Ce point a été développé de façon simple par E. Reese en 1966 dans «The analysis of human operant behavior» :
Ce qui caractérise le scientifique, c'est l'attitude d'objectivité et d'«honnêteté intellectuelle» qu'il adopte vis-à-vis de son objet d'étude ainsi que l'insistance avec laquelle il se concentre sur des données empiriques observables et mesurables. Une description scientifique du comportement commence avec l'observation d'un certain comportement. Vous pourriez par exemple, en traversant le campus avec un ami par une journée bien ensoleillée, constater que ses pupilles deviennent très petites et remarquer aussi, plus tard, peut-être au crépuscule, que ses pupilles sont bien plus grandes. Vous pourriez alors attirer son attention sur le phénomène et apprendre une des premières principales règles de la science : Elle doit pouvoir être communiquée. Afin de communiquer avec d'autres personnes qui souhaiteraient vérifier ses découvertes, le scientifique doit être en mesure de définir ses termes; le mode de définition en usage est la définitionopérationnelle. Une définition opérationnelle décrit ce qu'il faut faire (y compris les mesures à effectuer) pour d'observer le phénomène défini. (Nous utilisons le terme «observer» dans le sens de voir, entendre, ressentir, sentir [tactile ou gustatif] ou discriminer de tout autre manière.) Les opérations définissant le changement de taille de la pupille que vous avez observé pourraient simplement consister dans le fait de disposer une règle graduée à proximité de l'oeil d'une personne et de mesurer le diamètre de la pupille à différentes heures de la journée.
Dans «On the principle of operationism in a science of behavior», un article publié en 1975 par Jay Moore dans la revue «Behaviorism» qui est recommandé comme une bonne introduction aux questions difficiles mais fondamentales discutées dans l'article publié en 1945 par Skinner sur la question, on trouve la définition originale du principe d'opérationisme formulée par le physicien P.W. Bridgman en 1927 : Chaque concept que nous utilisons ne signifie rien de plus qu'un ensemble d'opérations. Si le concept est physique, comme la longueur par exemple, il s'agit alors d'opérations physiques concrètes, c'est-à-dire celles par lesquelles la longueur est mesurée. Si le concept est mental, comme celui de la continuité mathématique, il s'agira d'opérations mentales, à savoir celles par lesquelles nous déterminons si une certain aggrégat de magnitudes est continu. Moore souligne que quand bien même ce principe visait en premier lieu à clarifier la pensée critique en physique, il a été favorablement accueilli comme une découverte méthodologique importante pour la pensée scientifique en général. S.S. Stevens devait publier dans les années 20 une série d'articles dans lesquels il a établi une interprétation du principe d'opérationisme pour l'adapter à la science psychologique, interprétation qui a bientôt été acceptée par l'ensemble de la discipline. L'article de Moore fait le point des particularités de l'interprétation du principe d'opérationisme données par Kantor en 1938 puis par Skinner en 1945.
Le 18 février 2006, Jacqueline A-Tjak disait sa difficulté à comprendre la définition donnée par Skinner d'une observation scientifiquement valable :
Une observation ne peut prétendre à la validité scientifique que quand elle a été contrôlée par des événements-stimuli particuliers (essentiellement ceux de nature non-verbale) et par une histoire générale de renforcement pour le fait de parler de manière contrôlée par ce type d'événements, par opposition au fait de parler sous le contrôle de facteurs liés à la composition de l'audience, d'états de renforçabillité etc.
Kelly Wilson lui a répondu le même jour (vous trouverez le texte original anglais de sa réponse sur la page où les membres de l'ACBS peuvent aussi télécharger le fameux «article de 1945»)
Skinner parle ici du concept de définition opérationnelle. Il a participé en 1945 à un séminaire consacré à cette question. Sa contribution, intitulée «Operational Analysis of Psychological Terms» est bien connue des accros de l'analyse du comportement qui l'appellent simplement «l'article de 1945». Nous l'y voyons développer un point de vue sur l'opérationisme bien différent de celui de la plupart de ses contemporains. Il y affirme essentiellement que c'est dans ses déterminants, c'est-à-dire dans son contexte, que réside la signification d'un terme. Ainsi, si nous voulons connaître la signification d'un terme, il nous faut une analyse des conditions contextuelles qui l'ont généré et qui le maintiennent (les stimuli discriminatifs, les stimuli renforçateurs, les opérations d'établissement). Dans l'article de 1945, Skinner propose que nous soumettions le discours des scientifiques à la même analyse que tout autre comportement. Les répercussions sur la question de la «validité» des observations verbales d'un scientifique sont les suivantes : Dans la mesure où le comportement du scientifique est renforcé de manière prédominante par une capacité accrue à prédire et influencer les événements (principalement non-verbaux) qui constituent son objet d'étude, ses observations sont «valables.» Dans la mesure où elles sont renforcées par des renforçateurs dispensés par la société comme l'argent, la réputation, les éloges (plutôt que par une capacité accrue à prédire et influencer), elles sont «invalides». Je pense que c'est ça qui est vraiment radical dans le behaviorisme radical : L'accent mis sur la nécessité de ne pas appliquer l'analyse seulement au comportement des organismes faisant l'objet de l'expérience, mais aussi à celui du scientifique qui l'effectue et à celui du théoricien dont les constructions intellectuelles ont orienté la recherche.
Pour un analyste du comportement, comprendre les déterminants dans le contexte, c'est tout simplement ce que nous appelons comprendre.
Je dis à mes étudiants que s'ils veulent comprendre ce que Skinner veut dire dans pratiquement tout ce qu'il écrit, c'est dans l'article de 45 qu'ils trouveront la clé du royaume. Le Skinner de 1945 est un homme en pleine maturité. Il a dans les années qui ont suivi raffiné et élaboré son analyse, mais c'est ici qu'on en trouve le coeur et l'esprit. Il y a dans ce petit article toute l'épistémologie de Skinner, sa théorie générale, sa théorie du comportement verbal. Si vous comprenez ce que Skinner écrit ici, alors vous pouvez passer à la lecture d'«Au-delà de la liberté et de la dignité» et de «About Behaviorism» et voir ce qu'il en fait dans ces livres provocateurs.
Inutile de le dire, en tant qu'accro désespéré de la psycho, j'aime cet article. J'aimerais ajouter que ce qu'écrit Jay Moore sur l'opérationisme est bien plus facile à lire que l'article de Skinner (...)
Une des raisons pour lesquelles le comportementalisme a mauvaise presse réside dans l'assimilation qui en est faite avec des techniques de conditionnement aversif telles qu'elles ont été illustrées dans le – par ailleurs excellent au plan cinématographique – film de Stanley Kubrick «Orange mécanique».
Les manuels de thérapie du comportement (comme par exemple l'ouvrage classique de Martin et Pear) mettent en garde contre les risques inhérents à l'utilisation des techniques aversives et les questions éthiques qu'elles posent. L'excellent Coercion and its Fallout de Murray Sidman n'a jamais été réédité (ni traduit en français) mais reste disponible d'occasion. On peut en résumer le propos comme suit : Les techniques aversives de modification du comportement sont efficaces mais elles ont des effets secondaires dévastateurs. Elles peuvent conduire à la suppression temporaire du comportement visé mais n'ajoutent rien au répertoire comportemental du sujet chez qui elles favorisent l'émergence de stratégies de dissimulation, d'échappement et de fuite, la personne ou l'instance administrant la contrainte ou la punition acquérant automatiquement le statut d'un stimulus aversif.
Skinner était un utopiste qui rêvait de développer une science du comportement qui permettrait de définir et de mettre en place des conditions de vie garantissant à chacun le maximum de liberté (voir à ce propos son ouvrage Walden 2). Cette position continue à inspirer ceux qui se réclament de la tradition behavioriste. La notion de liberté n'est pas incompatible avec une position déterministe. Nous pouvons concevoir la liberté comme un état dans lequel notre comportement est soumis à un minimum d'influences résultant de processus de conditionnement aversif.
D'un point de vue théorique, les points suivants sont importants pour comprendre la thérapie ACT :
1. L'association d'une conséquence punitive avec un stimulus quelconque donne lieu à un conditionnement aversif. Lors de présentations futures du même stimulus, les conséquences pour l'organisme conditionné seront de trois ordres:
a. Une réaction neurovégétative
b. Le déclenchement de comportements d'évitement
c. La cessation de tout autre comportement dans lequel l'organisme était engagé. Le conditionnement aversif a donc pour conséquence un rétrécissement marqué du répertoire comportemental.
2. Le langage et la forme d'intelligence qui lui est associée (et qui le rend possible) représente un mécanisme de survie particulièrement efficace. Il a aussi ses inconvénients : Des objets et des notions qui ne sont pas présents peuvent donner lieu à un conditionnement aversif chez l'être humain. On sait que beaucoup de chiens connaissent des réactions anxieuses marquées devant les feux d'artifice habituellement tirés lors de la fête nationale suisse qui est aussi un événement à l'occasion duquel rues et maisons sont pavoisées; on n'a cependant jamais vu un chien se mettre à trembler devant un drapeau suisse, alors qu'un être humain est capable de ce type d'extension qui peut se poursuivre à l'infini et qui a notamment pour conséquence que des notions abstraites et des «événements privés» comme des pensées, des émotions ou des sensations corporelles peuvent donner lieu à un conditionnement aversif chez l'homme avec pour conséquence les réactions 1a, b et c décrites plus haut.
Le but du traitement n'est pas tant de réduire les composantes 1a et 1b que de restaurer autant que possible une flexibilité comportementale en présence du stimuli aversif. Nous aimerions que, en même temps qu'il a peur, le sujet puisse continuer à s'engager dans des activités autres que l'évitement et la fuite. Ce but est poursuivi grâce à des exercices d'exposition, d'activation comportementale et de défusion.
«On peut définir la philosophie comme réunissant les hypothèses préalables à toute analyse et les règles d'évidence (critères de véracité) utilisées pour concevoir et évaluer des théories et des progrès dans la connaissance des la réalité» (Fox, 2005). Comme Gödel l'a montré dans le domaine des mathématiques, il est impossible de construire un système symbolique qui ne repose pas sur des axiomes ne pouvant eux-mêmes pas être analysés en utilisant le système en question. De manière plus générale, il n'est pas possible de tenir un discours sur le monde sans adopter de manière au moins implicite un système d'hypothèses pré-analytiques et de critères de véracité, donc une position philosophique. A ce titre, nous faisons tous de la philosophie sans le savoir comme Monsieur Jourdain faisait de la prose sans le savoir ! Notre ignorance en la matière nous permet de ne pas nous rendre compte que nous sommes en fait malhonnêtes quand, pour critiquer la position d'un adversaire dans un débat d'idées, nous utilisons notre propre système de référence pour nous en prendre aux points d'ancrage du système de pensée de l'autre. «Il est en effet malhonnête de dire : "Mes présupposés et mes valeurs correspondent mieux à mon système de référence que vos présupposés et vos valeurs ne correspondent à mon système de référence; donc, mes présupposés et mes valeurs sont les meilleurs." Tout ce que l'on peut honnêtement dire, c'est : "Voici mes présupposés, voici mon système de référence. Et voici ce qui se passe (c'est une description, non une évaluation) quand on adopte ce système-ci plutôt que celui-là".» (Hayes et al., 1999)
«Il est donc particulièrement important pour tout discours scientifique que la position philosophique sur laquelle il s'appuie soit clairement énoncée; cela en améliore la cohérence, diminue le risque de malentendus, évite des débats sans objet et permet de comparer et d'évaluer les théories de manière plus constructive» (Fox, 2005).
Dans un ouvrage publié en 1942, le philosophe S. Pepper a proposé une classification des différents systèmes philosophiques en grandes catégories correspondant à des «visions du monde» ou «hypothèses quant au monde» articulées chacune autour d'une métaphore fondamentale et d'un critère de véracité. Par métaphore fondamentale, il entend «un concept ou un objet dont la compréhension est évidente pour le sens commun et qui peut fournir une analogie de base sur laquelle une démarche de compréhension analytique du monde pourra s'étayer. A chaque métaphore fondamentale correspond de manière indissociable un critère de véracité à l'aune duquel la validité des analyses pourra être évaluée» (Fox, 2005). La pertinence de ces différents systèmes peut être évaluée en fonction de leur précision et de leur portée. «Le concept de précision fait référence au nombre d'explications différentes découlant, pour un phénomène donné, de la mise en oeuvre des concepts fondant une vision du monde (moins il y en aura, plus la précision sera grande), le concept de portée (ou d'étendue, il est difficile de traduire en français le terme anglais scope) fait référence au nombre de phénomènes susceptibles d'être expliqués en utilisant ces concepts. Toutes les visions du monde visent à atteindre une portée complète avec une précision absolue, mais aucune ne parvient complètement à un tel idéal. Les 4 visions suivantes s'en rapprochent le plus : Le formisme, le mécanisme, le contextualisme et l'organicisme» (Fox, 2005).
L'approche de la psychologie présentée sur ce site internet repose sur une variété de contextualisme appelée contextualisme fonctionnel.
Notre façon de concevoir le monde est fondée sur un système d’hypothèses ou un système de références. Ce n’est pas parce qu’il y a différents systèmes de références, qu’un système est meilleur qu’un autre, mais c’est simplement une manière de se positionner face à l’objet d’étude.
Comme l’a déjà mentionné Dr Vuille, on peut s’entendre sur quatre visions principales du monde : le formalisme (centré sur la forme et les symboles, les mathématiques), l’organicisme (la vie est le résultat d’une organisation, par exemple, la maladie est causée par une lésion d’organe), le mécanisme et le contextualisme ou constructivisme.
L’approche mécaniste prédomine dans la compréhension de l’être humain, autant aux niveaux médical que psychologique. On essaie de comprendre l’être humain comme s’il était une machine : on analyse les parties + on cherche des relations entre les parties + les forces qui régissent la machine. On prétend qu’on peut découvrir toutes les parties d’une machine et comprendre son fonctionnement. Au niveau psychologique, on prétend qu’on peut complètement expliquer le fonctionnement psychologique d’une personne par un modèle de compréhension théorique unique, considéré comme étant une vraie description, ou une vérité objective de la psyché humaine. Tel que le conçoit l’empirisme de Locke, la connaissance serait alors un calque du monde extérieur sur notre cerveau. En constatant la diversité des théories psychologiques avec chacune des logiques internes très intéressantes, on peut se questionner quant au choix d’une théorie particulière comme étant un modèle exact de compréhension d’un client. Alors, comment choisir, parmi toutes ces théories, celle à privilégier? Les résultats thérapeutiques pourraient nous éclairer. Mais souvent, dans la plupart des approches psychologiques, une fois que la logique du fonctionnement psychologique du client est établie, qu’il y ait changement ou pas, cela ne remet pas en question la justesse, l’évidence ou la vérité du modèle. La thérapie est présentée comme un moyen et non un résultat. Les processus psychologiques internes « les pensées, émotions, attentes, désirs, etc ..» sont analysés et décortiqués et on crée des liens entre eux. On est alors dans la compréhension, la cohérence, la prédiction des comportements, la correspondance qu’ils ont entre eux. Les clients établissent une compréhension de leur problème par des conclusions sur eux-mêmes. La thérapie repose sur l’insight et la compréhension du problème et le résultat est secondaire.
Dans l’approche contextualiste, on prétend il y a une variété d’explications possibles au comportement humain de par toutes les variables du contexte actuel et historique qui peuvent l’affecter. Tenter de retracer la vraie histoire ou de faire des liens peut être intéressant. Mais ce qu’on sort de son contexte se vide de son sens. Mettez-le dans un autre contexte et il prendra un autre sens. Pour cette raison, la compréhension du contenu des pensées, émotions, etc… n’est pas le focus de la thérapie. Comment fait-on pour s’y retrouver devant cette infinité de possibilités ? C’est l’utilité ou la fonction des phénomènes psychologiques dans leur contexte qui vont orienter la thérapie et non la quête d’une vérité objective ou le reflet d’une réalité. On est davantage intéressé aux conséquences que les phénomènes internes (pensées, émotions, images etc..) auront dans le contexte actuel de la personne . Quant une personne mentionne le contenu d’une phrase, on lui demande souvent « À quoi cela vous sert-il de vous dire cela? Où cela vous amène-t-il par rapport à vos valeurs? » On ne s’attarde donc pas à la pensée de façon isolée en donnant de l’importance à son contenu, à moins que cette pensée ne devienne utile dans le contexte.
Par exemple, disons que je vous donne un plan de construction d’une maison ou une photo d’une maison et que je vous demande « quelle est la vraie représentation de cette maison? » Est-ce vous êtes celui qui va la construire ou vous voulez la reconnaître sur votre chemin? Il n’y a pas de vraie représentation en soi à part l’utilité de cette représentation dans le contexte. On parle alors de contexte fonctionnel.
Votre vérité n’est peut-être pas la même qu'une autre personne parce que vous avez des objectifs différents. Cette vérité pragmatique est différente de la vérité de correspondance ou d’association mentionnée précédemment avec la vision mécaniste. On ne parle pas d’une vérité ontologique, mais d’une vérité fonctionnelle.
Inspiré du chapitre « The Philosophical And Theoretical Foundations Of ACT » dans Acceptance and Commitment Therapy de Steven Hayes, Kirk Strosahl et Kelly Wilson
Cette page constitue la traduction de la page Root Metaphor.
La métaphore fondamentale du contextualisme
On parle souvent d'action-dans-son contexte ou d'événement historique (Pepper, 1942, p.232) pour caractériser la métaphore fondamentale du contextualisme et ces termes font référence à la manière dont le sens commun comprend tout événement de la vie. Prenez par exemple le simple fait de se brosser les dents. Comment comprenez-vous cet événement en termes de sens commun ? En premier lieu, il consiste en une multitude de caractéristiques dont l'ensemble concourt à le définir. «Se brosser les dents» ne peut se réduire à une brosse à dent, ni à une personne, ni au dentifrice, ni à la salle de bains, ni au fait d'appuyer sur le tube de dentifrice, d'effectuer des mouvements circulaires de la main ou encore de cracher dans le lavabo. Cet événement comprend tout cela à la fois; toutes ces choses et bien d'autres encore concourent à le définir et à le caractériser. Pour comprendre, au sens commun du terme, une action ou un comportement, nous l'appréhendons avec son cadre ou son contexte du moment comme un tout intégré «dans lequel les nombreuses caractéristiques d'une action se fondent, à la fois entre elles et aussi avec leur contexte» (Gifford and Hayes, 1999, p.289). Nous pourrions bien sûr aussi analyser l'action de «se brosser les dents» comme une collection de composantes individuelles. Toutefois, notre expérience et notre compréhension quotidiennes de cette action sont celles d'un événement entier, complet, indissociable de son contexte.
Des considérations quant à son utilité, sa signification et sa fonction interviennent aussi dans notre compréhension (toujours au sens commun du terme) d'un événement donné et elles dépendent d'événements passés, de ce qu'on peut appeler le contexte historique de l'événement présent. Si nous nous brossons les dents, c'est probablement parce qu'on nous a dit que cela préviendrait la formation de caries ou parce qu'une négligence en matière d'hygiène dentaire a eu pour conséquence dans le passé des séances particulièrement douloureuses chez le dentiste. On se brosse les dents dans la salle de bains parce que l'expérience passée a montré que l'endroit s'y prêtait, on utilise une une brosse à dents et du dentifrice et on effectue des mouvements circulaires parce qu'on a appris à le faire. Tous ces événements passés, toutes ces expériences de vie et bien d'autres encore contribuent à notre compréhension du pourquoi et du comment nous nous brossons les dents. C'est la raison pour laquelle, pour le contextualiste, la notion de contexte fait référence à la fois au contexte actuel et au contexte historique d'une action. Il semble que Pepper se soit inspiré dans son utilisation de la notion de contexte de la manière dont le terme était utilisé par Dewey qui le définissait comme "la situation historique de la signification et de la fonction d'un comportement" (Morris, 1997, p. 533).
Les contextualistes analysent tous les phénomènes comme des actions_dans_leur_contexte. Un contextualiste ne séparera un événement de son contexte pour en faire des parties distinctes que lorsqu'il vise un but pratique particulier. Gifford and Hayes, 1999 écrivent : «Une approche contextuelle commence avec une action complète en situation et n'y délimite des composantes que lorsque des raisons pratiques le demandent (...) C'est l'entité complète qui est première : discriminations et distinctions utiles sont toujours secondaires» (p. 294) . Ainsi, lorsqu'un contextualiste élabore des théories et des analyses dans lesquelles le monde apparaît comme divisé en des sous-unités, c'est toujours pour atteindre un certain but et non afin de révéler la «véritable» organisation ou la «vraie» structure du monde. Dans le contextualisme, de telles divisions sont utilitaires et non fondamentales. Le contextualisme ne connaît en fait aucune «véritable» unité d'analyse et le contexte actuel et historique d'un événement donné inclut toujours l'ensemble de l'univers et toute l'étendue du temps. Comment donc un contextualiste peut-il savoir combien de caractéristiques (et lesquelles) de ce contexte potentiellement illimité il doit prendre en considération pour caractériser une action de manière adéquate ? En d'autres termes, comment un contextualiste détermine-t-il la «vérité» ou l'adéquation d'une analyse contextuelle ? Les considérations relatives au critère de véracité du contextualisme apporteront la réponse à ces questions.
Cette page constitue la traduction de la page Truth Criterion.
Le critère de véracité du contextualisme
Une analyse basée sur la métaphore fondamentale du contextualisme consiste essentiellement en une description d'un certain événement ou phénomène et de son contexte actuel et historique. On ne sera pas surpris d'apprendre que la validité d'une telle analyse s'évalue sur la base de l'examen du contexte dans lequel elle a été générée. Les contextualistes déterminent en particulier la validité ou la «véracité» d'une analyse au regard de l'intention de l'analyste ou de la fonction qu'il a voulu lui donner. Si l'analyse inclut suffisamment de caractéristiques du contexte pour que le but dans lequel elle avait été élaborée soit atteint, elle sera considérée comme «vraie». En d'autres mots, pour un contextualiste, la véracité et la signification d'une idée résident dans sa fonction ou son utilité et non dans la mesure dans laquelle on peut dire qu'elle constitue un reflet de la réalité. On parle ainsi de fonctionnement réussi pour qualifier le critère de véracité du contextualisme, une analyse étant considérée comme vraie ou valable pour autant qu'elle permette une action efficace ou la réalisation d'un certain but.
La manière dont il conçoit la notion de vérité est révélatrice de l'ancrage du contextualisme dans la tradition philosophique d'un pragmatisme marqué par les figures de Charles Sanders Pierce, William James, Oliver Wendell Holmes Jr., George Herbert Mead et John Dewey. Le pragmatisme et le contextualisme ne s'intéressent pas à la recherche de vérités absolues ou fondamentales à propos de l'univers. Comme James l'a écrit, «la vérité d'une idée n'est pas une propriété inerte qu'elle contient. La vérité, c'est quelque chose qui arrive à une idée. Elle devient vraie, ce sont les événements qui la rendent vraie» (1907, p. 161).
Pour le contextualiste, c'est l'expérience humaine qui vérifie une idée; la «signification» en est essentiellement déterminée par les conséquences pratiques qu'elle peut avoir et sa «vérité» par la mesure dans laquelle ces conséquences peuvent être considérées comme une action réussie. La manière extrêmement fonctionnelle dont le contextualisme conçoit la notion de vérité et le fait qu'il insiste sur les conséquences empiriques des idées signalent l'influence d'une autre grande figure qui a marqué le courant de pensée pragmatiste : Charles Darwin. On peut concevoir le pragmatisme comme une application à l'épistémologie du sélectionisme de Darwin : Dans le pragmatisme, une idée est «sélectionnée» (elle est retenue comme vraie ou valable) si elle favorise le succès de l'action, de la même manière que, dans la sélection naturelle, une caractéristique du phénotype est «sélectionnée» (retenue par l'espèce) si elle favorise le succès de la reproduction. On ne sera pas surpris par cette influence dans la mesure où les idées de Darwin commençaient à s'imposer dans le monde universitaire à l'époque où les jeunes pragmatistes affûtaient leurs premières armes intellectuelles.
Cette page constitue la traduction française de la page RFT.
La théorie des cadres relationnels (TCR) rend compte d'un point de vue explicitement psychologique du langage et de la cognition humaines. Conçue pour comprendre de manière pragmatique des comportements humains complexes, elle offre des instruments empiriques et conceptuels permettant d'aborder l'analyse expérimentale de pratiquement toute question significative dans le domaine visé. En outre, la TCR offre un compte-rendu fonctionnel de la structure du savoir verbal et de la cognition, créant ainsi un lien important entre les perspectives traditionnellement divergentes de la psychologie cognitive et de la psychologie comportementale.
La TCR offre différents avantages par rapport aux théories du langage et de la cognition déjà élaborées. Nous pensons que ces avantages de la TCR la rendent intéressante non seulement pour les théoriciens behavioristes mais aussi pour les psychologues cognitivistes, les thérapeutes, les éducateurs et d'une façon générale toute personne intéressée à mieux comprendre la condition humaine. Cliquez sur un lien ci-dessous ou ci-contre (sous FAQ, vous trouverez par exemple des réponses (en anglais) à certaines question fréquemment posées à propos de la TCR) pour en apprendre davantage à propos de la TCR, ou visitez le forum RFT (en anglais) pour participer ou simplement assister aux discussions en cours.
Le propos de la TCR est d'offrir une analyse du comportement verbal et des phénomènes cognitifs propres à l'être humain qui puisse s'appuyer sur les concepts de base définis par le behaviorisme dont la connaissance constitue un préalable indispensable à la compréhension de la discussion qui va suivre.
Le behaviorisme décrit comment des phénomènes de conditionnement conduisent à une transformation des fonctions d'un stimulus donné. Un stimulus peut avoir toutes sortes de fonctions :
• Des fonctions discriminatives (la couleur rouge d'un abricot offre l'occasion pour mon comportement de le choisir d'être récompensé).
• Des fonctions renforçantes (le goût sucré de l'abricot survenant comme une conséquence de mon action de le manger va entraîner une augmentation de la probabilité des comportements appartenant à cette classe de réponses).
• Des fonctions punitives. Le conditionnement aversif est généralement rejeté par les behavioristes en tant que technique de modification du comportement. Cela dit, on conseille aux propriétaires de chien qui trouvent judicieux de punir leur animal de ne pas le frapper de la main mais d'utiliser un journal roulé afin de diminuer le conditionnement de la main comme stimulus aversif. Dans cet exemple, le stimulus constitué par le journal roulé dans la main du maître acquiert des fonctions punitives.
• Etc. (on pourrait varier les exemples à l'envi).
Le stimulus constitué par quelques gouttes de citron sur la langue a la fonction de déclencher une sécrétion salivaire, et ce sans qu'aucun processus d'apprentissage ne soit nécessaire. Dans les expériences classiques de Pavlov, le stimulus initialement neutre du tintement de la cloche acquiert une fonction similaire de déclenchement de la sécrétion salivaire. Nous utilisons le terme de «conditionnement» pour désigner ce phénomène de transformation des fonctions d'un stimulus.
La manière la plus simple de définir un opérant consiste à en décrire la topographie (c'est-à-dire la forme concrète du comportement observé), ce qui n'est jamais tout-à-fait correct puisque la notion d'opérant est définie de façon fonctionnelle et non topographique. Ce type de raccourci est utile et ne pose pas de problèmes dans la plupart des applications pratiques; y recourir de façon habituelle peut toutefois rendre difficile la compréhension du concept d'opérant purement fonctionnel. L'exemple le plus typique d'un tel opérant est l'imitation généralisée : En renforçant une réponse à chaque fois que sa topographie est similaire à celle d'un comportement présenté et en variant fréquemment, sur un grand nombre d'essais, la forme de la gestique à imiter, on peut entraîner non seulement chez l'être humain mais chez bon nombre d'animaux une classe de réponses qui n'ont entre elles aucun point commun topographique tout en ayant la même fonction.
Répondre relationnellement constitue un autre exemple d'un opérant purement fonctionnel. Un singe ou une otarie peuvent être entraînées de manière à toujours choisir le plus grand de deux objets. Ainsi, dans une série d'essais, l'animal chez qui un tel opérant a été établi pourra être renforcé pour choisir l'objet B, plus grand que l'objet A. Au prochain essai, il choisira l'objet C, plus grand que l'objet B, ce quand bien même il venait d'être renforcé pour avoir choisi B. Beaucoup d'animaux sont capables de répondre ainsi à la relation entre les propriétés non-arbitraires de deux stimuli (relation pouvant en elle-même être considérée comme un stimulus).
L'être humain a la capacité d'apprendre à répondre relationnellement à des objets d'une manière qui n'est pas définie par les propriétés physiques des objets, mais par d'autres aspects de la situation (Hayes et al. 2001, p. 21). On parle alors de réponse relationnelle arbitrairement applicable (RRAA). Ce type de réponse s'est avéré très difficile à entraîner chez les animaux, y compris les primates, tandis qu'elle peut très facilement l'être chez les êtres humains à partir de l'âge (environ 18 mois) où leur compétence verbale commence à se développer.
Une réponse relationnelle de cette sorte ne dépend plus seulement des propriétés physiques des objets mis en relation (...) Elle est arbitrairement applicable. Nous entendons simplement par arbitrairement applicable le fait que, dans certains contextes, une telle réponse est sous le contrôle de particularités susceptibles d'être modifiées par simple convention sociale (Hayes et al., 2001, p. 21). Le fait que la pièce de 50 centimes suisse, plus petite que celles de 10 et de 20 centimes, vaut davantage, de la même manière que la «dime» américaine a plus de valeur que le nickel pourtant physiquement plus grand sont des exemples de ce que peut impliquer la notion de réponse relationnelle arbitrairement applicable (RRAA).
J.T. Blackledge nous offre une compréhension facilitée de la notion de propriété arbitraire ou non-arbitraire : le terme «non-arbitraire» désigne les propriétés physiques d'un stimulus susceptibles d'être, de façon immédiate, vues, entendues, senties (olfaction), goûtées ou touchées. Nous pouvons qualifier d'arbitraires toutes les autres propriétés d'un stimulus. Il est intéressant de remarquer que ce sont ces propriétés-là qui occupent l'essentiel de notre discours et de nos pensées : Ça, c'est bien, ça, c'est pas bien, ceci est important, mais pas cela, celui-ci est cher, cet autre est meilleur marché, c'est magnifique, c'est épouvantable, c'est honteux, etc. Blackledge propose encore un exemple de RRAA : On peut entraîner un phoque à choisir systématiquement le plus grand d'une série d'objets qu'il n'a jamais vus auparavant. Si on le mettait en présence du président des Etats-Unis, d'un employé de banque et d'un clochard, il choisirait celui qui est physiquement le plus grand des trois tandis qu'une personne disposant de compétences verbales ferait probablement la discrimination entre l'importance de l'homme et sa taille et réaliserait ainsi que, dans ce contexte, le plus grand n'est pas forcément le plus long. Le fait qu'en lisant ces lignes nous pouvons tous avoir des réactions différentes illustrant une variété d'opinions à propos du concept d'importance et de la manière dont il est appliqué dans cet exemple constitue une des subtilités du comportement verbal !
La TCR affirme que le fait de répondre relationnellement peut être décrit comme un opérant généralisé auquel les principes régissant le comportement opérant des organismes non-verbaux peuvent légitimement être appliqués. La notion de cadre ne doit pas être comprise dans une perspective mentaliste comme une structure qui serait localisée quelque part à l'intérieur du sujet mais comme une activité; la tendance du langage à «substantiver» par commodité des concepts se référant à des actions ou des processus peut ici encore poser problème. «Cadrer relationnellement» apparaît comme une compétence que nous acquérons très tôt dans la vie grâce à un entraînement portant sur un très grand nombre d'exemples. Le premier des cadres (il faudrait plutôt, pour être tout-à-fait correct, dire : la première des façons de cadrer relationnellement) que l'enfant apprend est le cadre de coordination. «Ça, c'est une balle !» Les mots «ça c'est une...», la gestique avec laquelle nous pointons l'objet ainsi que d'autres aspects du contexte fonctionneront comme un Crel, un signal contextuel susceptible d'entraîner l'application d'un type particulier de réponse relationnelle à la balle elle-même et à l'événement auditif "balle". Dans le cas particulier, un "cadre de coordination", avec pour résultat une relation d'équivalence (Hayes et al. 2001, p. 30). A travers des centaines et des milliers d'exemples de ce type, l'enfant est récompensé à chaque fois qu'il émet une comportement montrant qu'il a cadré correctement. Typiquement, l'adulte lui dira ensuite : «Où est la balle ?» et renforcera un comportement d'orientation en direction de la balle par des marques d'approbation et de tendresse. Une fois cette première modalité bien établie, différentes façons de cadrer contrôlées par d'autres signaux contextuels seront acquises : Cadre d'opposition, cadre de distinction, cadre de comparaison, cadre hiérarchique, cadre temporel, etc. Il est intéressant de remarquer que la dimension physique appelée «temps» ne peut être ni touchée, ni vue, ni entendue, ni goûtée, ni sentie. Elle constitue un exemple des domaines que l'aptitude à la RRAA ouvre à l'être humain.
L'action de cadrer relationnellement a pour conséquence une transformation des fonctions d'un stimulus. Si vous entendez le mot «chocolat», il y a de fortes chances que cette suite de sons acquière pour vous certaines des fonctions du chocolat réel. Peut-être visualiserez-vous l'emballage de votre marque préférée, peut-être entendrez-vous le son du papier d'argent qui se déchire ou celui de la tablette qui se rompt, peut-être aurez-vous une réminiscence du goût d'un carré de chocolat fondant dans votre bouche ? Vous aurez remarqué que les différentes phrases qui précèdent ont éveillé en vous différentes modalités sensorielles. Chaque phrase a constitué un Cfunc, un signal contextuel contrôlant laquelle des fonctions du chocolat a été transférée par le fait de cadrer relationnellement le son «chocolat» (ou la suite de signes tracés sur le papier formant ce mot) avec la confiserie brune obtenue à partir de la fève du cacaoyer. Si je vous parle d'un grand verre de jus d'orange bien frais sur un plateau par une chaude journée d'été, les fonctions du jus d'orange qui sont transférées ne sont pas les mêmes que si je vous dis que vous avez renversé le même verre de jus d'orange sur la robe de votre voisine dans une soirée de gala.
Nous avons vu que les relations d'équivalence établies par le cadre de coordination ne sont qu'un cas particulier des différentes façons de cadrer décrites par la TCR. Dans une relation d'équivalence, la théorie classique du comportement parle du «transfert» des fonctions du stimulus. Dans d'autres types de cadrage comme le cadrage d'opposition, les fonctions d'un stimulus ne sont pas simplement transférées mais transformées, comme le montre l'exemple suivant : Supposons qu'une personne a été entraînée à choisir le stimulus B comme le «contraire» du stimulus A. Supposons maintenant que nous avons donné à A une fonction punitive conditionnée, par exemple en associant régulièrement A à une perte de points. Nous pouvons prédire que B va alors acquérir une fonction renforçante en vertu de sa relation d'«opposition» au stimulus punitif A (...) Il ne paraîtrait pas correct dans un tel cas de dire que les effets renforçants ont été «transférés» puisqu'ils ont été acquis de manière indirecte par le biais de la relation d'opposition entre B et un stimulus punitif. Il semble plus approprié d'utiliser le terme de transformation plutôt que celui de transfert et c'est pour cette raison que la TCR a adopté le terme général de transformation des fonctions d'un stimulus. Nous continuerons à utiliser le terme de transfert des fonctions d'un stimulus, mais nous le réserverons aux situations dans lesquelles la relation sous-jacente a pour effet la dérivation de fonctions similaires à celles qui avaient été entraînées ou qui étaient préexistantes (Hayes et al. 2001, p. 32) .
Pour suivre jusqu'ici, vous avez sans doute dû surmonter quelques difficultés. En voici une dernière qui me donne encore et toujours du fil à retordre : Immédiatement après la dernière phrase de la citation tirée de la page 21 du livre consacré à la TCR par Hayes et al., on lit : Dans les situations de langage naturel, cette classe de réponses n'est toutefois généralement pas appliquée de manière arbitraire car le langage est étroitement lié aux caractéristiques non-arbitraires de l'environnement. Ainsi, comme le résume Blackledge la TCR décrit essentiellement l'application non arbitraire de réponses relationnelles dérivées arbitrairement applicables. Il reconnaît que la terminologie semble difficile et est résolument technique, mais nous venons d'en décrire la plupart des composantes. Il vaut la peine de lire l'article dans lequel il a réalisé le tour de force de résumer une théorie complexe en 13 pages relativement faciles d'accès. J'espère mettre prochainement une traduction de ce texte à disposition des lecteurs francophones.
C'est la capacité d'appliquer de façon arbitraire des réponses dérivées relationnellement qui rend possible le langage humain et qui lui donne toute sa puissance (pour le meilleur et pour le pire). Une fois que nous avons en main ce merveilleux outil, nous devons nous en servir pour interagir (de manière si possible efficace) avec un monde essentiellement fait de choses «non-arbitraires» qui peuvent être vues, toucées, senties, etc. Cette dualité, ces allers et retours entre la dimension arbitraire et la dimension non-arbitraire sont probablement au coeur de l'ambiguïté de beaucoup de problèmes auxquels nous devons faire face. Et représentent aussi une des difficultés majeures dans la compréhension de la TCR !
Cette page constitue la traduction de la page Advantages of RFT.
Les avantages de la TCR comme approche du langage et de la cognition humaines.
Il existe de nombreuses théories – issues de diverses disciplines – qui s'efforcent d'expliquer le langage et la cognition humaines. Qu'est-ce que la TCR peut bien offrir d'unique ou de particulier sur un terrain déjà aussi densément occupé ?
Nous croyons que l'approche fonctionnelle et contextualiste choisie par la TCR pour aborder la compréhension des comportements humains complexes a permis le développement d'un système d'analyse offrant de nombreux avantages par rapport aux modèles traditionnels du langage et de la cognition (modèle structuraliste, modèle de la «transmission de l'information») (Blakledge, 2003). On citera notamment :
• La TCR est une approche parcimonieuse reposant sur un relativement petit nombre de principes et de concepts de base pour rendre compte des phénomènes du langage et de la cognition.
• La TCR est précise, elle permet de mener une étude du langage humain en accord avec les processus qui la composent dont la définition est soigneusement spécifiée.
• La TCR a une large portée, elle propose des explications plausibles et de nouvelles approches empiriques pour un large éventail de comportements humains complexes, à la fois en matière de réflexion théorique et de recherche appliquée (citons la résolution de problèmes, les métaphores, le soi, la spiritualité, les valeurs, le comportement gouverné par des règles, la psychopathologie, etc.)
• La TCR a de la profondeur, c'est-à-dire que ses analyses concordent avec des descriptions bien admises à d'autres niveaux d'analyse. Elle rend par exemple compte de manière plausible de phénomènes culturels comme l'amplification de la connaissance; des recherches récentes en neurologie montrent que les processus cérébraux pouvant être mis en évidence chez des sujets s'engageant dans des réponses relationnelles dérivées correspondent aux prédictions émises par la TCR pour les phénomènes liés au langage; le type d'histoire d'apprentissage postulée par les modèles connectionnistes pour que des cadres relationnels soient établis concorde avec la TCR.
• Les principes de la TCR sont accessibles à l'observation directe, en particulier dans des conditions de laboratoire; ainsi, il n'est jamais nécessaire d'affaiblir la théorie en inférant des structures ou des processus non-observables comme des schémas cognitifs ou des instruments d'acquisition du langage.
• La TCR est solidement étayée par des recherches expérimentales qui en ont sans exception confirmé les principes. Au-delà de plus de 30 publications scientifiques explicitement consacrées à la TCR, la théorie rend compte de façon pertinente des données recueillies dans les centaines d'études effectuées depuis 1971 dans le domaine de l'équivalence des stimuli. La TCR a passé avec succès tous les tests empiriques auxquels elle a été soumise; à l'heure actuelle, chacun des principes qu'elle affirme est étayé par un minimum de données et aucune donnée contredisant la théorie n'a été recueillie.
• La TCR comporte des applications cliniques directes, ce qui ne semble pas être le cas des autres théories du langage et de la cognition humaines. Les applications cliniques de la TCR (en particulier la thérapie d'ACceptation et d'engagemenT mais aussi des méthodes visant à un changement d'attitude ou des procédures mises en oeuvre pour les problèmes de préjugés et de discrimination) ont fait l'objet de près de 30 études expérimentales qui en ont montré l'efficacité et bon nombre d'applications potentielles sont encore en voie de développement.
• La TCR est générative. La théorie conduit rapidement au développement d'approches expérimentales nouvelles dans pratiquement tous les domaines importants du langage et de la cognition humaines, approches qui se sont avérées (jusqu'à présent) fructueuses.
• La TCR est testable. Son affirmation principale (à savoir que le fait de dériver des relations peut être compris comme un comportement opérant obéissant aux lois de l'apprentissage) est accessible à l'expérimentation. Si les cadres relationnels n'ont pas un développement progressif, s'il ne sont pas contrôlés par le contexte, s'il ne répondent pas au formage par le biais de l'entraînement reposant sur la présentation d'exemples multiples et s'ils ne répondent pas aux conséquences, alors la théorie est fausse. De plus, l'affirmation émise par la TCR selon laquelle la notion de cadre relationnel constitue le phénomène fondamental du langage humain peut être soumise à l'expérimentation de manière directe et pragmatique. Si par exemple la TCR ne permet pas de développer des interventions éducatives plus efficaces que celles couramment utilisées, il faudra considérer la théorie comme un échec. (Voir la section sur les résultats expérimentaux).
• La TCR est progressive. La TCR étaie les phénomènes appartenant à la «ceinture de protection» du paradigme comportementaliste tout en restant générative dans le sens décrit ci-dessus (voir Lakatos pour cette façon de concevoir la progressivité). La TCR est une théorie comportementale reposant sur l'ensemble des principes comportementaux de base connus à l'heure actuelle mais elle entraîne le comportementalisme dans une direction fondamentalement nouvelle comportant des implications profondes et stimulantes dans pratiquement tous les domaines en relation avec les comportements humains complexes. Et elle fait sans alourdir les principes de base du paradigme behavioriste de corrections surajoutées.
• La TCR est cohérente. Son fondement philosophique est clairement articulé. Ses présupposés sont clairement énoncés; ses concepts soigneusement définis; et tous ces différents niveaux s'ajustent entre eux sans déhiscence.
Comme la rapidité du cheval ou la longueur du cou de la girafe, l'intelligence humaine est un produit de l'évolution. Elle a donc été sélectionnée comme un mécanisme de survie permettant la matérialisation de dangers qui ne sont pas immédiatement présents, la mise en oeuvre de stratégies d'anticipation ainsi que l'élaboration d'une organisation sociale basée sur des règles verbalement transmissibles. L'intelligence est un outil de survie, pas un outil de bien-être. En même temps qu'elle confère à l'être humain un pouvoir inconnu de tout autre être vivant, elle l'afflige d'une lucidité lourde à porter : Quels que soient les avantages et les qualités du lieu dans lequel je me trouve, mon intelligence va automatiquement en repérer les inconvénients et me faire miroiter un ailleurs meilleur. Aussi heureux mon présent soit-il, elle va me dresser la liste des pertes auxquelles je peux m'attendre et des catastrophes que je puis encourir. Elle fonctionne ainsi comme une formidable machine à pourrir l'ici et le maintenant.
Notre capacité de représenter virtuellement des réalités futures ou lointaines comme si elles étaient présentes nous protège contre des dangers avec lesquels nous n'avons jamais eu de contact immédiat et nous permet d'échafauder des solutions à des problèmes complexes sans avoir à multiplier les essais et les erreurs. Mais nous ne pouvons pas l'inactiver temporairement comme on débranche son téléphone quand on veut être tranquille. La théorie des cadres relationnels qui propose un compte rendu scientifique du fonctionnement de l'intelligence humaine nous aide à mieux comprendre pourquoi.
Nous avons appris dès notre plus jeune âge à utiliser l'intelligence pour agir sur le monde qui nous entoure. Nous ne sommes pas davantage conscients de son fonctionnement que de la matérialité de l'air que nous respirons et il est probablement encore plus difficile de prendre conscience du fonctionnement de l'intelligence qu'il ne l'est d'être attentif à sa respiration. La voix intérieure qui sans cesse commente nos actes, planifie et prévoit, regrette ou critique, nous est si familière que nous avons tendance à nous confondre avec elle et à croire que ce qu'elle nous dit est la vérité – surtout quand elle nous dit que c'est la vérité !
Agir avec intelligence sur la réalité extérieure apporte des expériences de succès, des satisfactions grisantes. L'enfant reçoit très tôt le message qu'il peut aussi appliquer son intelligence pour modifier son monde interne : Ne pleure pas, ce n'est pas grave. Il ne faut pas avoir peur, il n'y a pas de monstres ici. Du haut de ses trois pommes, il peut avoir l'impression que les adultes réussissent à faire ce qu'ils préconisent puisqu'il ne les voit pas pleurer ou trembler.
Votre intelligence vous dit sans doute qu'il est effectivement possible de se faire une raison, de se convaincre que tout ira bien, et qu'il vaut mieux «penser positif» comme le préconise le «psy» de service dans votre journal du dimanche. Mais que vous dit votre expérience ? La question est complexe. Machine à survivre, sans cesse à l'affût de nouveaux problèmes à résoudre, l'intelligence a naturellement tendance à produire des pensées «négatives». On peut l'utiliser pour penser positif comme on peut utiliser une voiture pour rouler en arrière : On ne dispose alors que d'une seule vitesse fort lente et la position de conduite est peu naturelle. On fera un bout de chemin, mais pour un long voyage, on finira toujours par se retrouver en marche avant car la voiture est construite pour ça. Le psychanalyste René Diatkine a résumé l'aspect tragique de la condition de l'homme en disant : «A partir du moment où il quitte les bras de sa mère pour marcher seul vers le tombeau, la dépression est l'état naturel de l'homme».
L'intelligence fonctionne à merveille lorsqu'il s'agit d'éliminer un inconfort dans le monde situé à l'extérieur de la peau. Quand on cherche à éliminer un inconfort dans le monde intérieur, à se débarrasser d'une douleur, à oublier un souvenir pénible, à se convaincre qu'un événement qu'on redoute ne va pas se produire, elle est souvent utile... pour autant que la douleur ne soit pas trop forte ni trop durable, que le souvenir ne soit pas trop insistant ni l'inquiétude trop tenace. Les situations où l'application de l'intelligence au monde intérieur aboutit au but recherché apparaissent comme des exceptions confirmant la règle valable pour les événements privés (les pensées, les images mentales, les émotions, les sensations physiques) : Moins vous les voulez, plus vous les avez. L'ACT considère que ces caractéristiques de l'évitement d'expérience constituent un mécanisme jouant un rôle central dans de nombreuses psychopathologies.
Le concept de l'évitement d'expérience Hayes et al. 1996 est pris en compte d'une manière ou d'une autre par les principales écoles de psychothérapie. Lever le refoulement empêchant les représentations mentales menaçantes d'accéder à la conscience représente un des objectifs thérapeutiques principaux de la psychanalyse freudienne. Les thérapeutes rogériens cherchent à promouvoir une attitude d'ouverture devant l'expérience. La thérapie gestaltiste considère que le blocage ou l'interruption d'émotions est au coeur de nombreux problèmes psychologiques, une position à laquelle adhèrent aussi les tenants de la psychothérapie existentielle qui s'intéressent toutefois plus particulièrement à l'évitement de la peur de la mort.
Les thérapies comportementales et cognitives ont abordé le problème différemment en développant des procédures permettant aux patients de mieux réussir à éviter certaines expériences pénibles comme des pensées «négatives» ou des états émotionnels désagréables. Toutefois, des approches récemment développées comme la thérapie comportementale-dialectique ou ACT prennent en compte l'évitement d'expérience comme un aspect central de leur démarche thérapeutique et les thérapies cognitives constructivistes évoluent vers une position où il s'agit moins de contrôler les émotions négatives que de les prendre en compte comme un aspect essentiel de l'expérience vécue.
Ce sont les compétences verbales de l'être humain qui le rendent capable de construire des stratégies pour éviter des événements privés comme des pensées, des images ou des sensations physiques en même temps qu'elles créent les situations où de telles stratégies apparaissent comme nécessaires puisque des stimuli internes peuvent se voir conférer par conditionnellement relationnel les fonctions de dangerosité de réalités extérieures menaçantes.
Prenons l'exemple d'un rat entraîné à presser un levier A s'il a récemment reçu un choc électrique et un levier B s'il n'a pas été récemment choqué. Presser le levier A revient pour lui à «dire» qu'il a été choqué. Cela ne lui pose aucun problème: le choc était certes aversif mais le fait de le «rapporter» ne l'est pas puisqu'il n'a pas pour conséquence l'expérience d'un nouveau choc, mais l'obtention d'un granule de nourriture. Un être humain pourra par contre éprouver de grandes difficultés à parler d'un événement traumatisant, puisque, comme en rend compte la TCR, quand il interagit symboliquement avec un événement, les fonctions du référent sont psychologiquement présentes dans le symbole et vice-versa et peuvent de surcroît, dans certaines conditions, s'étendre à d'autres symboles via un réseau de termes en relation les uns avec les autres. En raison de ce phénomène de transformation bidirectionnelle des fonctions d'un stimulus, la souffrance éprouvée au moment du traumatisme est revécue par le sujet quand il en parle ou quand il y pense.
Le terme «émotion» désigne un processus complexe dans lequel des sensations physiques sont associées à des cognitions sous forme de pensées verbales et/ou de représentations imagées, la composante cognitive comportant régulièrement une dimension d'évaluation : La joie, la détente et l'amour sont «bonnes» tandis que l'angoisse, la colère et la tristesse sont «mauvaises». Pour un être humain, l'angoisse n'est pas simplement un état caractérisé par la présence simultanée de certaines sensation physiques et de certaines tendances à l'action, mais une catégorie verbale évaluative et descriptive intégrant un large éventail d'expériences comme des souvenirs, des pensées, des évaluations et des comparaisons sociales. La bidirectionalité des processus fondant le langage crée l'illusion que le caractère «mauvais» que nous attribuons à l'anxiété constitue une qualité inhérente à l'émotion elle-même. Nous disons «c'est une mauvaise émotion» et non «c'est une émotion et je l'évalue comme mauvaise».
Les processus fondant le langage et la cognition humaines sont le résultat d'un processus de sélection favorisant les caractéristiques propres à favoriser la survie. Ils sont donc axés sur la reconnaissance et l'élimination des dangers. Une fois qu'un événement privé est évalué comme «mauvais» ou «dangereux», il va donc tout naturellement devenir la cible des processus cognitifs tant de fois renforcés par les innombrables succès qu'il nous assurent dans la maîtrise de l'environnement matériel, ce d'autant plus que notre éducation et notre culture nous ont appris qu'il devait être possible de les appliquer à notre monde intérieur. Combien de fois nous a-t-on dit – parfois avec beaucoup de tendresse et avec les meilleures intentions du monde – de ne pas pleurer ou de ne pas avoir peur ? La plupart d'entre nous n'avons vu que très exceptionnellement, quand nous étions petits, ces géants qui nous donnaient l'exemple fondre en larmes ou trembler de peur. Contrôler les manifestations émotionnelles et contrôler l'expérience de l'émotion sont pourtant deux choses bien différentes. L'enfant qui réussit à s'empêcher de pleurer ne devient pas heureux mais simplement silencieux. Le fait que notre culture accepte l'idée que les pensées et les émotions sont la cause de comportements favorise aussi les efforts pour éviter celles qui sont négatives puisqu'elles risqueraient de conduire à de «mauvaises» actions.
Les conséquences à court terme d'un comportement ont un impact bien plus grand sur sa fréquence que les conséquences éloignées. Quand bien même elles s'avèrent souvent destructrices ou à tout le moins contre-productives à long terme, les manoeuvres d'évitement d'expérience apportent généralement un soulagement à court terme. De nombreux facteurs contribuent ainsi à l'installation et au maintien de l'évitement d'expérience qui peut être considéré comme un comportement appris, généralisé, entretenu par renforcement négatif.
Il existe de nombreuses situations où l'évitement d'expérience est utile : S'absorber dans un travail pour chasser l'inquiétude que nous cause l'attente d'un être cher voyageant sur une route dangereuse, se distraire de la douleur d'une intervention dentaire en pensant aux prochaines vacances, etc. J'aime bien illustrer l'aspect potentiellement problématique de l'évitement d'expérience par un petit exercice : J'allume une allumette et je demande au patient de l'éteindre avec une méthode simple, rapide et intelligente. Je n'ai encore rencontré personne qui ait utilisé un autre moyen que de souffler dessus. Je propose ensuite d'imaginer une situation de début d'incendie de ma bibliothèque, avec des flammes de 50 cm de haut et j'encourage le patient a essayer de les éteindre en utilisant la même méthode simple, rapide et intelligente. Il est facile de se rendre compte qu'on ne va ainsi qu'attiser le feu.
La capacité de l'être humain à éviter délibérément certains stimuli repose sur son aptitude à formuler et à suivre une règle verbale. Cela devient problématique lorsque ce sont des pensées que l'on cherche à éviter puisque la règle qu'il faut construire pour y parvenir contient l'objet qu'on veut fuir. Les travaux expérimentaux sur la suppression de pensées confirment que les contenus psychiques que le sujet cherche à éviter ont tendance à devenir envahissants et nous pouvons facilement aider le patient à en faire l'expérience. Nous lui demandons d'imaginer un aliment qu'il apprécie particulièrement comme un gâteau au chocolat en en détaillant quelques aspects visuels et gustatifs, puis nous lui proposons de s'efforcer pendant deux minutes de ne pas y penser.
Bien des aspects de l'expérience que l'on cherche à éviter ne répondent que peu ou pas du tout au contrôle verbal. Les réactions anxieuses sont ainsi largement l'effet de conditionnements répondants, elles sont médiatisées par le système nerveux neuro-végétatif que l'on appelle aussi «autonome», précisément parce qu'il n'est pas soumis au contrôle volontaire. Quand l'anxiété devient la «chose» à éviter à tout prix, le moindre signe d'angoisse devient menaçant et mobilise des stratégies de contrôle. Dès qu'elles sont perçues comme inefficaces – dès que les «flammes» sont trop grandes pour pouvoir être «éteintes» – un mécanisme de cercle vicieux est amorcé. Les attaques de panique obéissent vraisemblablement à une logique de ce type.
En fonction de notre histoire, nous sommes tous dépositaires d'un registre plus ou moins étendu de processus de conditionnement aversif qui vont avoir pour conséquence que certaines situations de réalité mais aussi certaines pensées, certaines images, certaines sensations physiques vont mobiliser une tendance à l'évitement d'expérience. L'ubiquité et le caractère envahissant des processus relationnels expliquent comment les efforts d'évitement doivent sans cesse être renouvelés. Je pense à ces bougies truquées qu'on met parfois sur les gâteaux d'anniversaire. Elles s'éteignent quand on souffle dessus mais se rallument peu après, conduisant la victime de la plaisanterie à s'époumonner en vain. L'évitement d'expérience peut ainsi devenir une occupation de plus en plus contraignante et envahissante, au détriment d'activités qui iraient dans le sens des valeurs qui nous sont chères. La souffrance «positive» liée aux émotions et aux pensées désagréables est ainsi diminuée au prix de la souffrance «négative» liée à l'appauvrissement d'une existence privée de toutes les activités auxquelles il faut renoncer en attendant d'en avoir fini avec ce travail de Sisyphe. Certains changements que nous devons mettre en oeuvre dans notre vie pour qu'elle ressemble davantage à ce que nous voulons en faire vont inévitablement s'accompagner d'événements privés inconfortables. Là aussi, l'évitement d'expérience a des conséquences délétères. Enfin, certaines formes d'évitement d'expérience sont en elles-mêmes destructrices : L'abus d'alcool et d'autres toxiques offre un exemple et les troubles du comportement que l'on considère parfois comme «addictifs» comme les troubles alimentaires, le jeu pathologique ou le «workaholism» peuvent entrer dans ce cadre.
Skinner avait défini le concept de règle comme équivalent à un stimulus spécifiant la nature des contingences. Toutefois, son analyse n'était pas complète en ce sens qu'elle n'incluait pas les processus nécessaires chez l'auditeur pour que la règle puisse être comprise.
Les processus de cadrage relationnel étudiés par la TCR décrivent comment des mots et des phrases acquièrent une signification pour celui qui les entend (Hayes & Hayes, 1989), préalable indispensable pour qu'une règle au sens où l'entendait Skinner d'un stimulus spécifiant la nature des contingences puisse avoir une influence sur le comportement.
Nous distinguons avec des néologismes trois modalités fonctionnelles selon lesquelles une règle peut exercer son influence (Zettle & Hayes, 1982): La pliance («ply»), le pistage («tracking») et l'augmentage («augmental»).
La première et la plus simple des façons dont nous apprenons à suivre une règle correspond au concept d'obéissance : nous sommes récompensés pour avoir suivi la règle et punis pour l'avoir transgressée. Je mets mon bonnet pour que maman soit contente, ou pour éviter qu'elle soit fâchée. Ce type de règle est donc suivi en raison de renforcements d'ordre social. En fonction des conditions émotionnelles de renforcement et de punition avec lesquelles elles ont été assorties, certaines des règles qui nous ont été fixées pour être une bonne fille ou un bon garçon vont s'avérer extrêmement résistantes à toute modification et la moindre velléité de nous comporter autrement que ce qu'elles nous prescrivent pourra mobiliser une réaction émotionnelle intensément aversive à laquelle nous n'échapperons qu'en nous montrant, une fois encore, obéissants, «compliants», d'où le terme de «pliance». Il est important de noter que les comportements de rébellion ou de résistance pour lesquels nous utilisons le terme de «contrepliance» ne diffèrent pas fondamentalement de la pliance en ce sens que, quand on prend systématiquement le contre-pied d'une règle établie, ce sont une fois encore les conséquences d'ordre social et non les contingences naturelles qui déterminent le comportement. Il y a donc une grande similitude fonctionnelle entre les actions d'obéissance et les actions de révolte.
Nous apprenons ensuite à suivre une règle par l'expérience de récompenses et de punitions qui ne sont plus dispensées par des personnes, mais simplement par le résultat de notre comportement. Si la règle représente un «mode d'emploi» correct du monde qui m'entoure, les conséquences d'un comportement conforme à la règle seront renforçantes. Je mettrai maintenant mon bonnet quand il fait froid parce que j'ai fait à maintes reprises l'expérience qu'il m'apportait un confort accru. Une telle règle me signale quel est le chemin à suivre pour arriver au but qui est le mien, d'où le terme que nous avons choisi pour traduire le concept de «tracking». Toute pliance nécessite